Em artigos publicados, Arnaldo Jabor e Rodrigo Constantino dão pistas do mecanismo mental e emocional de adesão ao esquerdismo (patologia da esquerda), cujo "conto do bilhete" está na rápida possibilidade de obtenção de um soerguimento social, um certo emponderamento salvador, sem a necessidade de qualquer esforço ou superação da própria mediocridade.
Especialmente na academia, é fértil a defesa "teórica" dos pobres, dos oprimidos, dos miseráveis de qualquer origem, isso gera ao indivíduo uma condição de benevolência, de emponderamento pessoal, ao escolher, ao menos nas palavras (sem qualquer prática efetiva e correlata), a opção pelo monopólio das virtudes vendidos pelo esquerdismo. Quem é da academia e nunca entrou nessa, que atire a primeira pedra...
No fundo psicanalítico dessa adesão, está um indivíduo geralmente de baixa-estima, socialmente não aceito e vulnerável emocionalmente, para o qual, a Síndrome do Salvador surge como uma oportunidade mágica e imediata de ascender perante os demais.
Em retroalimentação, para existir um salvador, há que existir um coitado a ser salvo, daí a correlação essencial do esquerdismo e a manutenção da pobreza e da miséria humanas. Sem a Síndrome do Coitadismo, não haveria espaço para a Síndrome do Salvador. Salvadores e Coitados são duas faces da mesma moeda e, para coexistirem, precisam ocorrer simultaneamente.
Combater essas síndromes requer uma opção pela sustentabilidade social prática. Um salvador pode-se livrar ou amenizar sua síndrome quando imediatamente passe da teoria à prática, desde que com seus próprios recursos (tempo, dinheiro, voluntariado). Não adianta querer salvar o mundo com os recursos do Estado, isso é fácil (saída teórica comum).
O salvador real, tem que colocar as mãos na prática, fazer acontecer, doar-se com esforço e afinco. Não adianta só aparecer no selfie, há que se fazer algo intensivo e contínuo em prol da melhoria social, muito além defender teoricamente a causa ou criticar a economia de mercado.
Por exemplo, pode abrir uma empresa, reduzir seu lucro ao básico à subsistência e vender produtos a preços baixos, contratar pessoas, pagar todos os encargos trabalhistas e impostos.
Outro exemplo, para os altos funcionários públicos, que tal doar seu auxílio moradia e outros benefícios questionáveis para quem realmente precisa de uma casa ou do seu vale-alimentação, vale saúde? Viva só com seu alto salário, já é um começo de colocar na prática a divisão de renda.
Outra forma, arrume um emprego e dê o seu máximo. Trabalhe com afinco e dedicação, para aumentar a produtividade e contribuir com impostos ao país.
Se é estudante, redobre seus esforços e estude ao máximo, como se fosse um turno de trabalho. Isso poderá resultar em ganhos sociais futuros para todos.
Deixar o caráter dogmático e até religioso da Síndrome do Salvador é essencial para uma vida saudável e socialmente sustentável. Sem isso, não há futuro pela frente, pois fazer o mesmo que já fizeram no passado, errar da mesma forma e esperar resultados diferentes, é auto-engano.
Palavras de um esquerdista em recuperação.