"Tudo o demais permanece constante", essa é a definição dessa expressão latina, cuja finalidade é permitir que a análise seja feita somente naquela variável que é alterada. Do ponto de vista das questões internacionais, a alocação da variável "sustentabilidade" pode trazer uma mudança significativa na análise das soluções dos problemas internacionais existentes.
Do ponto de vista internacional, a sustentabilidade não é uma premissa aceita e assumida pela ONU, apesar de suas implicações que podem ser decisivas em análises de Paz e garantias de Direitos Humanos.
Sem sustentabilidade, nada pode ser avançado, pois as tratativas internacionais não levam em consideração os efeitos sobre o meio, das decisões das nações, muitas vezes, enviesadas sobre o dogma de que o desenvolvimento deve ser obtido por meio de crescimento econômico.
Inserir a sustentabilidade enquanto requisito das negociações internacionais dos futuros tratados de direitos humanos de 3.ª geração pode ser essencial em face do câmbio climático, no aumento dos refugiados ambientais e da militarização protetiva dos recursos naturais ainda existentes.
Sem se levar em consideração a sustentabilidade, a ONU continuará a padecer de seus limites históricos em atuar sobre o essencial ao futuro da humanidade, pois no atual sistema de equilíbrio de forças, tudo tenderá a permanecer como está, restando a cada nação defender o que lhe restar em termos de capacidade de suporte do meio.
Seria então, o futuro papel da ONU apenas restrito a evitar a guerra por territórios habitáveis e recursos naturais ou, do ponto de vista da sustentabilidade, colaborar para a equalização dos grandes desafios vindouros, em termos de câmbios climáticos, para além das fronteiras?
Se tudo permanecer como está, só a sustentabilidade poderá romper com esse Coeteris Paribus.
