Hipnoses coletivas são técnicas profissionais estudadas há muito. Todas elas partem de necessidade de que, ocorra um hipnose individual primeiramente, a fim de se permitir colocar a canga mental sobre o hipnotizado. Como ninguém nasce sub-julgado, mas pode se torna assim dominado, a adesão depende de se introjetar uma isca retórica.
Uma isca retórica é algo que mexe com suas emoções, com seus valores, de ponto que tire sua capacidade de livre discernimento. Uma isca retórica pressupõe levar você a experiencia do tudo ou nada, gerar um impulso emocional, a ponto de lhe alocar radicalmente nos polos.
Uma isca geralmente coloca você em oposição a algo aparentemente negativo. Há um inimigo à sua frente e você deve se sentir parte de algo importante. Há também algo estético, algo a ser aderido facilmente, com pouco esforço e sem questionamentos.
No fundo, toda isca volta-se ao famoso "dividir para conquistar". Criar antagonismos entre pessoas, de maneira que se canalize as insatisfações no outro, rotulado especificamente como a expressão do mal a ser combatido, criando a falsa sensação de que você agora faz parte do grupo do bem.
No fundo, toda isca volta-se ao famoso "dividir para conquistar". Criar antagonismos entre pessoas, de maneira que se canalize as insatisfações no outro, rotulado especificamente como a expressão do mal a ser combatido, criando a falsa sensação de que você agora faz parte do grupo do bem.
Quem se deixa levar pela isca, perde a capacidade de discernir livremente por outros argumentos. É como se o mundo estivesse apenas dois polos: aquele modelo ou contra ele. Isso contraria o princípio da realidade, cuja maior característica está em reconhecer a complexidade da experiência humana.
Uma vez hipnotizado, a saída deste quadro mental não será fácil, pois geralmente são as personalidades frágeis as maiores vítimas dos hipnotizadores sociais e, como suas vulnerabilidades as levaram facilmente a tal dominação, serão tais falhas emocionais as responsáveis por manterem as manterem sem capacidade de reação.
A coletivização dos hipnotizados provoca um reforço ainda maior da canga hipnótica. Logo, se suas vulnerabilidades já não permitem insurgir-se internamente contra o hipnotizador, o coletivo de hipnotizados à sua volta fará ainda mais pressão para a sua adesão silenciosa ao grupo.
Assim, uma vez engolindo a isca colocada, a dominação estará em curso. Pode-se até argumentar sobre o direito de cada pessoa ser enganada, seduzida, dominada. Trata-se do livre arbítrio escolher sua própria sina de servidão voluntária, aos seus senhores, porém, não precisa ser assim.
Uma isca retórica é algo estudado, algo que tenha potencial para mexer não só com as emoções individuais, mas também com as emoções da massa. Quanto mais pessoas individualmente puderem ser atingidas pela onda da isca mental, mais efetiva ela será no arsenal do hipnotizador social.
A questão sexista, assim como a racial e a econômica, são deixas excelentes para a implantação das iscas hipnóticas, pois elas permitem simplificar a complexidade de um indivíduo em apenas uma característica sua, enquanto também simplificam a existência do outro, com algo negativo sobre ele.
Se você aderir a uma dessas iscas, será também reduzido a algo binário, um mero número dentro de uma manada impensante sobre a complexidade à sua volta. Como diria Maquiavel, "coloque seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda." Negros contra brancos, mulheres contra homens, pobres contra ricos, gays contra héteros, são chavões comuns de divisionismo e sempre dão certo, a cada nova eleição, em captar e hipnotizar novos servos a tais senhores.
Você poderá perceber os furos dessas técnicas quando observar que quem as utiliza são também cheios de falhas e defeitos, muitas vezes, até piores do que seus alvos. Pessoas são seres únicos e complexos, com características pessoas não estratificáveis e portanto, unem-se gregariamente aos outros para poder viver melhor em sociedade. A riqueza humana é a diversidade e não sua estratificação em divisões por características meramente externas.
Para entender a canalhice dessas hipnoses sociais, por exemplo, o mesmo partido político que hoje se utiliza do #Elenão para hipnotizar coletivamente, é aquele que, na eleição passada, destruiu de todos os modos a imagem da candidata Marina Silva, sem qualquer dó ou pudor. Leia mais no link abaixo:
Para entender a canalhice dessas hipnoses sociais, por exemplo, o mesmo partido político que hoje se utiliza do #Elenão para hipnotizar coletivamente, é aquele que, na eleição passada, destruiu de todos os modos a imagem da candidata Marina Silva, sem qualquer dó ou pudor. Leia mais no link abaixo:
Aprender à resistir às iscas não é tarefa fácil, porém necessária. Quando mais influenciável por grupos e quanto maior sua necessidade de ser aceito para se sentir bem, mais terá dificuldade em confrontar tais hipnotizadores e não ser dominado por eles.
Outrossim, quanto mais histérica sua personalidade, ou seja, mais vulnerável às questões emocionais e frágil diante de qualquer insatisfação possível da realidade, mais terá predisposição a ser dominado por um hipnotizador social.
Outrossim, quanto mais histérica sua personalidade, ou seja, mais vulnerável às questões emocionais e frágil diante de qualquer insatisfação possível da realidade, mais terá predisposição a ser dominado por um hipnotizador social.
O ideal é, não aceitar nada que vem em ondas coletivas. Se vem em onda, é algo que envolve algum processo emocional em curso. Logo, redobre a atenção pois alguma isca estará em curso. Depois, procure criar sua fortaleza moral, ou seja, sua individualidade e busque afirmá-la sempre, independente dos demais. Isto irá te custar algumas amizades eventualmente, porém, não existe maior solidão do que aquela de um escravo das ideias alheias.
Pense nisso, antes de aderir a uma isca retórica, agradeça a perda dessas companhias hipnotizadas e procure fazer novas amizades, com pessoas cuja fortaleza moral não cobre sua adesão a nada.
Pense nisso, antes de aderir a uma isca retórica, agradeça a perda dessas companhias hipnotizadas e procure fazer novas amizades, com pessoas cuja fortaleza moral não cobre sua adesão a nada.
