Um mundo controlado por 32 milhões de pessoas, isso é sustentável?

A riqueza mundial está sob o controle de 32 milhões de pessoas. Por outro lado, 80% do PIB mundial permite o conforto de 20% da população mundial. Isso é o mundo que queremos?

 
"O planeta possui 7 bilhões de pessoas. Dados espantosos sobre a distribuição da riqueza:
 
1 - Qualquer pessoa que possua bens em valor total superior a R$ 8.600,00 (uma moto usada) possui mais riqueza do que 3 bilhões e 500 milhões de pessoas no mundo inteiro. Está na metade superior da posse de riquezas.
 
2- Quem possui bens em valor superior a 162 mil reais (uma casa simples em São Gonçalo, RJ) possui mais riqueza do que 6 bilhões e 300 milhões de pessoas. Pertence aos dez porcento mais ricos do mundo.
 
3- Quem tem bens em valor superior a um milhão e seiscentos mil reais (uma boa casa em Camboinhas, Niterói, RJ), possui mais riqueza do que 6 bilhões e 930 milhões de pessoas. Faz parte da fatia correspondente a um por cento da população mundial, mais rica do que os 99% restantes.

Conclusão: num planeta extremamente injusto, até as classe média e média alta são consideradas ricas. Apenas trinta e dois milhões de pessoas podem ser consideradas, de fato, ricas, sendo que 161 delas controlam cerca de 140 corporações que, por sua vez, dominam praticamente todo o sistema econômico e político do mundo. Esse é o sistema que defendemos com unhas e dentes?"

Esses são os erros do modelo de distribuição de riqueza vencedor na história: o Capitalismo, que derrotou o Comunismo. Entre esses polos extremos, surge a hora de se pensar o meio termo, a redistribuição de renda por parte da limitação dos patrimônios jurídicos máximos. Isso permitiria que a propriedade dos bens esteja acessível a outras pessoas e com isso, o Estado garante a melhor distribuição das riquezas.
 
O caminho para isso, é a ação dirigida do Estado Democrático de Direito, na construção de uma sociedade mais justa e solidária, pelos limites à apropriação das riquezas. Faz sentido? Veja os gráficos abaixo para pensar sobre o assunto:

Fonte: Marcio Valley