O conceito de empresa social – apesar de bem desenvolvido e aplicado pelo mundo – ainda soa muito estranho. Afinal, qual é o sentido de abrir um negócio e dividir seus lucros? No entanto, se você analisar a proposta detalhadamente, verá que pode ser uma ótima ideia. Claro que com uma boa dose de justiça: nada mais justo do que compartilhar os lucros com aqueles que se esforçam para manter o funcionamento do negócio. Concorda?
Simon Griffiths, fundador do bar Shebeen*, que fica na Austrália, acredita nisso. Assim, a venda de cervejas, vinhos, margueritas e quitutes servidos no local pagam o aluguel, os funcionários e os donos do bar – de forma igualitária -, mas o lucro tem destino menos convencional.
Após quitar todos os custos, 100% da grana que “sobra” é destinado para instituições de confiança que atuam nos países que fabricam o que é vendido. A ideia de Simon – bem pretensiosa! – é ajudar a acabar com a pobreza no mundo. Os consumidores – que são chamados de colaboradores – escolhem o destino do dinheiro a partir da escolha da bebida que ‘alegra’ sua noite.
Por exemplo, se a bebida escolhida for uma cerveja da Etiópia, o lucro ajudará a fornecer bombas de água para esse país. Mas se o ‘colaborador’ prefere uma bebida produzida na Namíbia, o dinheiro ajudará a financiar a luta contra a Aids.
No Shebeen, há bebidas e acompanhamentos de toda parte do mundo. Além de usufruir de um ambiente alto astral, quem lá consome tem a oportunidade de se sentir muito bem no dia seguinte, ainda que de ressaca. Afinal, ao mesmo tempo em que se divertiu, ajudou alguém.
Em quatro meses e meio de funcionamento, o bar arrecadou 12.878 dólares australianos. Agora, o sonho de Simon é doar 200 mil dólares, no período de um ano. Que tal conhecer o projeto e, quem sabe, replicar na sua cidade?
MIWA, Jéssica. http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-da-redacao/bar-do-bem-divide-lucro-com-funcionarios-e-doa-o-restante/ Acessado em 30/01/2014.