1. A crise ambiental
do planeta é a demanda mais emergente a requerer atuação imediata dos
indivíduos, das sociedades e dos estados. Não há mais tempo, não há o que se
esperar, ou se opta por deixar o passivo ao futuro.
2. Dia após dia
ultrapassa-se a capacidade de suporte de Terra, com vistas ao crescimento
econômico desmedido e o atendimento de demandas de consumo insaciáveis, a
partir da destruição da natureza.
3. Não se precisa de mais PIB no mundo, mas sim, de distribuição das riquezas entre todos. O Direito deve estabelecer limites claros à apropriação individual de riqueza, por impostos e por autorregulamentos.
4. Os Estados devem estabelecer limites à destruição da natureza com o uso de impostos e taxas verdes sobre aquilo que é retirado do ambiente, utilizando os recursos para políticas públicas de seu reestabelecimento.
5. Deve-se adotar políticas públicas de planejamento familiar efetivo, para garantir o próprio futuro das próximas gerações, contra guerras, doenças e a perda da qualidade de vida, em face à deterioração das condições atuais.
6. Sustentabilidade é um postulado de consciência neurocortical, cuja assunção requer uma conscientização dirigida a esse fim, na reformulação do modo individual de ser, ter e experimentar a vida neste Planeta.
7. A partir das mudanças individuais é que se muda o todo. Cada opção individual pela cognição da sustentabilidade provoca uma ampliação do conjunto da consciência coletiva sobre o assunto.
8. A opção efetiva pela sustentabilidade requer sobretudo ação (coerência). A ação pessoal perfaz-se pela autorregulamentação de condutas. A ação pública perfaz-se pela educação, no auxílio à sua conscientização.
9. A efetivação pessoal da dimensão fraterna da sustentabilidade requer a opção pelo minimalismo existencial, pois essa é a única forma de autorregulamentar o consumo insaciável e patológico na realidade atual.
10. Para aqueles que buscam um sentido e uma missão para a vida, a opção pela sustentabilidade está apta como estilo de vida a todos, congregando os esforços humanos voluntários à máxima causa mundial emergente.