Índia ainda possui 1,3 milhão de catadores de excrementos

Um dos países do Brics, intitulada ma potência do futuro, a Índia, com os seus mais de um bilhão de residentes, demonstra como o atual modelo de vida, procriação infinita e de organização econômica é insustentável.


Um exemplo disso está na presença de 1,3 milhão de pessoas que vivem e trabalham enquanto catadores de excrementos humanos, nas latrinas construídas precariamente atrás de cada casa. São buracos na terra, onde se faz as necessidades e  de onde esses esses profissionais vem limpar semanalmente, com as mãos.

Mas só há 15 milhões desse tipo de latrina no país, pois mais de 600 milhões de pessoas fazem suas necessidades no mato. São números assustadores, para um dos países que se apresenta como um dos "players" do futuro, ao lado de Brasil, China e Rússia.

E para piorar, há um sistema de castas sociais, nos quais as pessoas que são catadores de excrementos estão na base, enquanto devedores dessa missão de vida, por seu karma (dívida existencial).

Nesse contexto, há alguma sustentabilidade neste tipo de viver? Qual o sentido da ausência de um controle da natalidade e de políticas públicas que visem reduzir a população e, consequentemente, aumentar o padrão de vida para todos? 

Especialmente num país como a Índia, que produz até foguetes espaciais e possui suas próprias bombas nucleares, a ciência parece andar afastada da sustentabilidade.

Para ler mais: MELLO, Patrícia Campos. http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/05/1456205-india-ainda-possui-13-milhao-de-catadores-de-excrementos.shtml.  Acessado em: 18 de maio de 2014.