Em Todos os Tempos, por Janaina Faccio


Através de uma analise critica do filme, percebe-se que o papel interpretado por Charles Chaplin é de um típico cidadão, em busca de uma vida com mais de dignidade em contrapartida de uma sociedade cada vez mais capitalista. 

Desde o começo do filme, observa-se a caracterização de cada agente da sociedade, primeiramente a do empregador, que visa o lucro, sem se importar com bem-estar dos trabalhadores, a partir de suas condições de trabalho. Em seguida, percebe-se a condição humana do operário, sem o poder de escolha, fazendo o máximo para se ter um mínimo de gratificação. 

A verdadeira intenção do filme é expor a teoria crítica marxista sobre o capitalismo, onde a força de trabalho e sua mais valia são exploradas. 

Entre as varias tramas desenroladas durante todo o filme, está nítido que o poder de liberdade da pessoa pouco existe, não tendo ela o poder de escolha sobre sua vida, uma vez que o próprio poder do Estado, que diz o que é certo e errado, fazendo a voz de uma razão da produção, sobre qualquer tipo de direito humano existente. 

Por mais antigo que possa ser a história narrada, ela é tão real hoje quanto quando foi escrita. Apesar de hoje haver mais liberdade, coisa inexistente naquela época, ainda se sofre diariamente com a desigualdade existente na sociedade. 

Não é de hoje a luta pela dignidade da pessoa humana, e não será tão rápida sua evolução, mas a evolução de sua proteção permite uma certa esperança de que se está no caminho certo, no caminho para a fraternidade e pensando sempre nos direitos das futuras gerações.

* Janaina Faccio é estudante do curso de Direito e cedeu gentilmente sua colaboração para este blog.