A
busca constante pela felicidade é o que impulsiona o modo de pensar e agir dos
seres humanos. Busca-se o conforto, o bem-estar e a tranquilidade de uma vida
digna, mas para isso, muitas vezes é necessário o sacrifício dessas mesmas
condições. É uma contradição lógica e acontece muito na prática.
O
filme “Tempos Modernos”, gravado no ano de 1936 pelo diretor Charles Chaplin,
expressa nitidamente a realidade atual em que a sociedade se encontra. Os dois
principais personagens buscam incessantemente uma vida de qualidade.
No
filme, “O Vagabundo”, interpretado por Chaplin, exausto física e mentalmente,
acaba sofrendo um colapso nervoso causado pelo trabalho desgastante. Esse
personagem possui muitas semelhanças com o trabalhador das grandes indústrias
de hoje. Apresenta péssimas condições de trabalho, com ritmos absurdos e
desumanos, em empresas onde nota-se que “o tempo é dinheiro” e nada mais têm
importância. Os grandes chefões preocupam-se em aumentar rapidamente o lucro e
ignoram os limites dos empregados, deixando totalmente de lado seus direitos.
A
segunda personagem, interpretada pela atriz Paulette Goddard, é uma moça órfã,
que se afasta de suas irmãs após a morte de seu pai. Ela não recebe o auxílio
efetivo do Estado e passando fome, precisa lutar pela sobrevivência nas ruas,
sem condição alguma de dignidade.
Os
dois personagens do filme se unem, pois partilham dos mesmos sonhos. Anseiam
por uma vida digna, uma casa para morar, condições verdadeiramente humanas e
qualidade de vida. É o que todos nós, seres humanos, desejamos. Condições de
liberdade, igualdade, fraternidade e dignidade.
Os
Direitos Humanos detêm o importante papel de garantir esses mínimos direitos
para todos, para que haja condições mínimas de desenvolvimento em todas as
partes do mundo.
É
imprescindível a intervenção do Estado para que todos tenham o devido acesso à
justiça e também à informação. É também fundamental que nós, os sujeitos de
direito, tenhamos o conhecimento de nossos direitos e também de nossos deveres,
pois estão ligados um ao outro. Sujeitos ativo (seres humanos) e passivo
(Estados e detentores do poder estatal) devem unir forças para estabelecer as
condições mínimas que transformarão a sociedade rumo à implementação e total
aceitação dos direitos da pessoa humana.
* Bibiana Breda é acadêmica de Direito e cedeu gentilmente sua contribuição para publicação no blog.