Quando se fala em sustentabilidade, há que se lembrar que toda realização humana sobre o planeta se faz atualmente sem limites de impacto sobre a capacidade de suporte do meio. Isso era um modelo de vida e existência antecedente a atual condição superpovoada de oito bilhões de pessoas.
O que se avalia hoje são as limitações necessárias para que as condições atuais de suporte do planeta, sejam mantidas e que as atuais condições climáticas globais não sejam drasticamente alteradas nas próximas décadas.
Isso é necessário pois, segundo os estudos mais fidedignos, se os níveis térmicos forem alterados globalmente em dois graus a mais do que a média atual, o que já é previsto até 2050, mudanças significativas ocorreram e o conforto climático atual será afetado definitivamente.
Indo mais além, se as ofensas transcenderem ainda mais a capacidade de suporte do planeta, em quatro graus para além da média atual global, as condições de sobrevivência da atual quantidade de seres humanos será perdida.
Entender isso é essencial a todos, pois a contribuição individual se faz por limites a serem adotados em cada dia, por opções melhores de viver, menos impactantes ou com mitigações suficientes a contribuir com a redução da produção de carbono e consequente aquecimento global.
Limites são atitudes para além de leis ou regulamentos privados, dependem da formação de uma massa crítica com consciência de que toda realização humana causa impacto sobre o meio e que, no conjunto, isso tem que ser voluntariamente limitado, se o que se busca é manter a sobrevivência da sociedade humana organizada como agora.
Limites dependem de educação, formação e conscientização. Desenvolvimento do lobo frontal do cérebro, especialmente da capacidade mental de julgamento e censura presentes no espaço pré-frontal. Sem isso, ainda seremos indefinidamente meros devoradores do meio planetário, como vírus.
E o que acontece numa epidemia de Ebola? Ou se mata o portador ou se isola a população atingida. Logo, limites virão, por opção ou por omissão.
E o que acontece numa epidemia de Ebola? Ou se mata o portador ou se isola a população atingida. Logo, limites virão, por opção ou por omissão.