Acentuando a Desigualdade no Presente (Inflação) e no Futuro (Financiamento Público)

A inflação nada mais é do que a necessidade do Estado obter financiamento no presente, de suas despesas não cobertas por impostos, com a emissão de dinheiro e aumento da base monetária em circulação, o que acaba por gerar aumento de preços em razão do aumento da demanda.

A inflação atinge em cheio ao bolso dos mais vulneráveis, os quais concentram seus gastos em produtos e serviços essenciais e, por isso, não tem como se defender, cortando despesas ou optando por outro padrão de consumo.

São eles, os principais e imediatos prejudicados pelo Estado. Quando a inflação surge, os salários e a renda não acompanham os aumentos dos preços, a gerar uma defasagem que não será corrigida. Pelo contrário, será cada vez mais agravada, em caso de progressão inflacionária.

Por isso, quando um Estado produz inflação, ele é o principal responsável pelo aumento da desigualdade social, resultante da queda da renda e do poder de compra a população como um todo.

A emissão de títulos públicos da dívida gera, ao contrário, o empenho financeiro do futuro, quando esses títulos, no médio e no longo prazo deverão ser quitados pelo Estado. É a socialização do déficit atual do Estado, hipotecado ao futuro, a ser pago por impostos das gerações que ainda virão.

Assim, títulos da dívida demonstram a irresponsabilidade fiscal do Estado atual. Sua presença somente seria justificável num quadro de investimentos em infraestrutura, no qual se gastam tais recursos emprestados no presente, para criar um ambiente econômico melhor no tempo, que atingiram beneficamente as gerações futuras.