Três autores de grande prestígio no Brasil lançaram agora, em julho de 2015, uma análise prognóstica do futuro econômico brasileiro. Em suas avaliações, eles projetam o custo tributário para o financiamento de todas as concessões de benefícios feitas pelo atual governo, com o seu devido impacto insustentável nas próximas décadas. Para acessar ao documento, clique aqui.
Poderá ser observado na leitura da análise econômica prognóstica, os efeitos do populismo da governança política do presente, incluindo ações do três poderes, irá criar uma situação de insustentabilidade econômica e transformar o Brasil futuro na Grécia de hoje.
Como se tratam de políticas públicas de longo prazo, na área previdenciária, da educação e da saúde, os impactos já podem ser precificados em termos da necessidade de financiamento público para a sua ocorrência.
A adoção desses benefícios só seria sustentável se o país mantivesse o crescimento em torno de 5% do PIB ao ano pelas próximas décadas, coisa inimaginável para o Brasil atual.
Fora essa situação, o impacto dessas políticas não terá espaço para exigido por meio de maior aumento da carga de impostos, uma vez que o brasileiro já paga uma carga tributária de país desenvolvimento, mas dentro de uma realidade de renda de países em desenvolvimento.
A saída corriqueira populista é a impressão de dinheiro, gerando inflação, com seus desequilíbrios sócio-econômicos graves, especialmente à população mais pobre. A outra saída, para manter essa agenda de benefícios, é a liberal, com o ajuste econômico a partir de reformas de grande impacto (trabalhista, tributária e de infraestrutura), mas com pouca probabilidade de suporte político para a ocorrência.
Tudo isso indica que o futuro desse quadro de benefícios sociais não será efetivado. Com o passar dos anos, essa agenda pública deverá ser modificada e as fantasias inclusivas de um estado ilimitado de direitos acabaram por se encerrar na realidade dos limites à imposição dos deveres de suportabilidade tributária da população em geral.