O dado de insustentabilidade do sistema econômico está em privilegiar a eficiência da economia de mercado, ou seja, produzir mais para vender mais barato, e isso gera um caminho progressivo à destruição dos recursos naturais do planeta. Para os estudiosos da economia de mercado, o ambiente sempre foi caracterizado como uma externalidade: um dos fatores de produção que, por sua abundância e disponibilidade, não recebia um estudo acurado sobre seus limites.
A realidade atual não mais permite essa racionalidade, uma vez que já se supera a capacidade de suporte do planeta e, nesse caso, em nome da eficiência do mercado, a produção econômica acaba por consumir recursos naturais para além dos disponíveis.
Nesse sentido, a economia de mercado atual é insustentável. Os níveis atuais de produção de bens não mais podem ser mantidos infinitamente ou ampliados e o custo do câmbio climático aos poucos irá afetando a própria produção, até gerar a ruína desse modelo de economia de mercado. A China é um bom exemplo desse nível de insustentabilidade, com seus recursos naturais totalmente deteriorados.
Daí a chamada para a construção de uma terceira via, uma nova abordagem econômica focada na terceira dimensão dos direitos humanos, a fraternidade. Nessa dimensão, a proteção à qualidade de vida e aos recursos naturais é elevada ao grau máximo de princípios fundamentais, a orientar os estados.