No post anterior mencionamos o o principal dado de insustentabilidade do Capitalismo (ou economia de mercado), que é uma busca ilimitada por eficiência a gerar um consumo de recursos naturais acima da capacidade de suporte do planeta, na produção de bens de consumo. Por seu turno, se o Capitalismo poderá levar à destruição do planeta no longo prazo, o Socialismo leva à destruição das sociedades no médio prazo. Veja o porquê.
O "ouro de tolo" do Socialismo está nos ganhos imediatos, no curto prazo, em termos de inclusão e benefícios sociais, pela concessão de benesses e direitos pelo Estado. Não obstante, isso fere as dinâmicas da economia, no médio prazo, pois, para realizar essas concessões, o Estado Socialista deve avançar na apropriação de riquezas da sociedade, por meio da cobrança de impostos, empréstimos, inflação ou por mirabolantes confiscos de propriedades (empresas e terras).
Não se deve esquecer que os devedores de impostos são exatamente aqueles que produzem e geram o ciclo econômico da sociedade. Uma vez tolhidos, por altos impostos, inflação ou confiscos, tenderão a retrair-se e evitar sua exposição econômica produtiva, reduzindo a eficiência da economia. Ninguém vai assumir riscos inerentes ao empreendedorismo e à livre iniciativa, em face de um Estado abocanhador de riquezas.
O Estado, ao tentar superar essa retração econômica, assume então as atividades empresariais. Mas, com isso, acaba por entrar em conflito interno, pois ao mesmo tempo em que deve conceder direitos e benefícios, deve ser eficiente na produção de bens e serviços.
Surge então, um ciclo vicioso destrutivo, pois o modelo socialista requer cada vez mais recursos para promover a chamada "equidade social" e ampliar os benefícios de inclusão. Com o estado arrogando-se o papel de planejador central e estatizador da economia, consequentemente diminui a eficiência da produção econômica e daí, uma consequente queda na arrecadação de impostos.
O Estado, ao tentar superar essa retração econômica, assume então as atividades empresariais. Mas, com isso, acaba por entrar em conflito interno, pois ao mesmo tempo em que deve conceder direitos e benefícios, deve ser eficiente na produção de bens e serviços.
Surge então, um ciclo vicioso destrutivo, pois o modelo socialista requer cada vez mais recursos para promover a chamada "equidade social" e ampliar os benefícios de inclusão. Com o estado arrogando-se o papel de planejador central e estatizador da economia, consequentemente diminui a eficiência da produção econômica e daí, uma consequente queda na arrecadação de impostos.
Resta então cobrar novos impostos (ou majorar suas alíquotas) e assim sobrecarregar ainda mais a sociedade e o meio empresarial. Outra saída é ampliar os empréstimos de dinheiro no mercado, com juros convidativos (e portanto onerosos que um dia terão que ser pagos) ou, imprimir papel moeda e assim, gerar inflação pela ampliação da base monetária (mais dinheiro, mais demanda, os preços sobem).
Como as necessidades humanas são infinitas, assim também são as demandas por benefícios sociais e direitos, e o Estado torna-se refém dessa conjuntura ideológica de pedintes e credores de direitos de toda a magnitude criativa humana, que nunca para de aumentar. Feito isso, está estabelecido o caminho insustentável para a ruína das contas públicas e da sociedade em geral.
Para entender mais:
http://infograficos.estadao.com.br/public/internacional/venezuela-revolucao-em-perigo/
Acessado em: 31 de agosto de 2015.
Para entender mais:
http://infograficos.estadao.com.br/public/internacional/venezuela-revolucao-em-perigo/
Acessado em: 31 de agosto de 2015.