Educação, Produção do Conhecimento e Grupamentos Sociais

Cesar Hidalgo, físico chileno radicado no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts - EUA), autor da obra Why Information Grows (Por que a informação aumenta), ataca frontalmente o problema da educação, da produção do conhecimento e da complexidade dos grupos relacionada a essa temática.

A partir de sua experiência em grupos de indivíduos altamente qualificados e seu papel na produção de conhecimentos complexos e daí, seu resultado na construção de sociedades desenvolvidas, o autor faz algumas constatações importantes sobre a sustentabilidade.

Primeiramente, ele destaca que somente a educação formal não é o suficiente para se atingir um grau de produção complexa do conhecimento. É necessário algo a mais.

É necessário que ocorra uma soma de pessoas qualificadas e que saibam operar em rede com os conhecimentos existentes. Também é necessário que essas pessoas busquem a construção de novos conhecimentos, novas informações, ampliando a complexidade dos saberes.

A mera reprodução dos conhecimentos existentes não é suficiente e isso implicaria numa simplificação e estancamento de uma sociedade, pois isso fere a liberdade de pensamento e a aplicação prática de novas possibilidades.

Nesse sentido, sociedades com alto grau de simplificação são aquelas mais vulneráveis às crises e aos avanços. Sua chance de produzir conhecimento complexo é menor e suas redes sociais são de baixa interação.

O fluxo aberto de ideias é algo essencial para se romper qualquer forma de dogma, verdades ideológicas absolutas ou pensamentos do passado, que não podem ser requentados sobre a pretensa noção de que isso se trata de alguma novidade.

O importante é avançar e inovar realmente. Como todo espaço de liberdade, "a economia só cresce se a capacidade de processamento se amplia, agregando pessoas qualificadas". 

Portanto, é essencial verificar qual a produção intelectual real de determinado grupamento social e sua capacidade de inovar ao futuro ou reproduzir o passado. Por aí, se faz uma leitura adequada de sustentabilidade educacional de um país.