Escassez é o problema central de estudo da Economia, enquanto Ciência Social que estuda as relações entre as necessidades básicas e os desejos de consumo ilimitados, em face das soluções de alocação, os custos de oportunidade no uso dos recursos disponíveis.
Como sempre foi o objeto de estudo da Economia, uma vertente da Economia Sustentável não leva em conta somente a questão onipresente da escassez em todas as sociedades humanas, mas sim, leva em consideração os limites as atividades humanas voltadas a suprir essa escassez.
Do ponto de vista da sustentabilidade, o importante é o estudo de que formas o ciclo de produção, distribuição e consumo devem ser limitados, com vistas a mitigar e respeitar a capacidade de suporte do meio.
Entender esse papel da sustentabilidade é essencial no momento atual, em que a insustentabilidade gera o consumo exauriente de recursos naturais, os quais, em curto, médio e longo prazo, já colaboram para ampliar a escassez.
Com o aumento escassez, a atendimento crescente das demandas humanas tende a gerar um colapso econômico nas sociedades, encarecendo os produtos e serviços, além de produzir a possível exclusão de grande parte da população mundial, do acesso à itens básicos de sobrevivência, como a água potável e alimentos.
Nesse sentido, um quadro de escassez ampliada no futuro, poderá romper com as estruturas sociais e gerar conflitos e até guerras por acesso aos recursos naturais restantes.
Impedir isso, no aqui e no agora, é tarefa de todos, não só pela admissão teórica dessa necessidade, mas por meio de prática efetiva, na modificação de hábitos de consumo, na redução da pegada individual perante o planeta e na eleição de um novo modelo de vida e fruição existencial das experiências engrandecedoras, à disposição de todos, na área imaterial: cultura, educação, espiritualidade, esportes, intelectualidade, pesquisa científica, literatura, artes, danças, música.
Quanto menos matéria, menos escassez. Quanto mais imatéria, mas sustentáveis poderemos ser.