Problemas Econômicos Sustentáveis: o que, quanto e para quem produzir, com equidade ou eficiência

Um grande confronto em Socialismo e Capitalismo está na forma de enfrentamento dos problemas econômicos, sobre o que, quanto e para quem produzir. Enquanto no Socialismo isso é verificado pela via da equidade, na distribuição da produção por igual, no Capitalismo o que impera a eficiência de uma empresa em utilizar-se da livre iniciativa para produzir mais e mais barato.

Apesar de ser um dilema aparentemente insolúvel, o que se viu foi que a eficiência foi capaz de ampliar a oferta de produtos e serviços, com qualidade e queda nos preços, de tal forma que um maior número de indivíduos da população puderam ter acesso a essa produção. 

Enquanto que, no Socialismo, pela ausência de motivação à eficiência, o sistema falhou e gerou uma produção insuficiente ao atendimento das demandas da população. Isso pode ser facilmente verificado na situação da Venezuela, Cuba e Coreia do Norte atuais. 

O que a sustentabilidade enquanto pressuposto de uma Economia Fraterna propõe, é a busca de uma eficiência equitativa da produção, mas não somente levando-se em consideração a produção de bens e serviços, mas sim, a alteração do foco das realizações humanas dos bens para os serviços, com a redução da necessidade do uso de recursos naturais.

Assim, os problemas sobre o que, quanto e para quem produzir voltam-se não mais sobre a égide dos bens, mas sim, sobre uma equidade inclusiva da população enquanto prestadores de serviços terciários ou realizadores existenciais predominantemente, pois isso é algo possível, de maneira sustentável e não só eficiente, de ser implementado para todos. 

Outrossim, nesse sentido, tudo o que tiver que ser produzido, em termos de bens, ganhará um novo sentido, deixará de se configurar enquanto mecanismo essencial para a manutenção do ciclo econômico em prol de um padrão mais eficiente de uso durável e preservação dos recursos naturais.