Sistemas Econômicos e a Revolução Silenciosa da Economia Fraterna

Os encantos teóricos do sistema econômico socialista, onde o Estado figuraria enquanto o planejador central e distribuidor da produção e dos bens para acesso igualitário à população, acabou por se demonstrar ineficiente, em todos os locais em que foi adotado no planeta. Logo, fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes no Brasil, é algo que contraria a experiência histórica mundial e demonstraria a ausência de discernimento suficiente, a ponto de destruir a economia brasileira, a exemplo dos malogros atuais da Venezuela.

Resta então, o sistema econômico capitalista, com todas as suas deficiências que, ainda apesar delas, restou o vencedor no planeta, por sua eficiência na produção e na estruturação da chamada economia de mercado, a qual se volta para a fabricação e comercialização de bens e serviços a um preço estabelecido pelo chamado mercado.

Longe de ser um sistema perfeito e defensável, a vantagem do Capitalismo sobre o Socialismo está no seu potencial de inovação e transformação interna e nisso reside os pontos de mutação em que consideramos essenciais para a construção de uma Economia Fraterna.

Isso ocorre porque, se a produção e a propriedade são livres, e reguladas pelas leis da oferta e da demanda, novas consciências sociais podem gerar novas demandas por bens e serviços e assim, reorganizar e inovar a oferta do mercado.

A construção de uma Economia Fraterna dependerá da formulação desses conscientes coletivos em prol da sustentabilidade no uso dos fatores de produção. Desse modo, ao ler, entender e por em prática essas ideias, transformando seu padrão de consumo e de realização existencial para algo mais sustentável, você imediatamente estará conduzindo uma revolução silenciosa no Capitalismo.

Esse é um processo que se faz com liberdade, advém inicialmente dos indivíduos mais habilitados, dos líderes positivos componentes de uma sociedade, a partir do desenvolvimento de suas capacidades mentais e de discernimento, sem dependência de nenhum órgão centralizador estatal.

Isso é algo extremamente transgressor e revolucionário, com o qual o indivíduo é soerguido ao poder máximo de interferir nos conscientes coletivos e, como tempo, provocar efetivamente a reconstrução do Capitalismo, transformando o atual modelo excludente, da economia de mercado, em um modelo inclusivo da Economia Fraterna, que seja sustentável acima de tudo.

Por isso, é essencial aos líderes, jovens, positivos e bem-aventurados, o discernimento para direcionar suas energias e desejos de construção de um mundo melhor às revoluções possíveis do presente. E o lema central e transversal dessa revolução em curso é a sustentabilidade.

Há que se deixar o passado somente para os livros de história, as concepções criadas por outros que, independente de suas melhores intenções, já foram tentadas e demonstraram-se fracassadas.

Agora é a sua vez, a hora de inovar, seguir em frente e materializar algo novo e não requentado por ideologias de outrora. Usar os potenciais atuais para construir uma terceira via possível de resultados, pois sustentabilidade não se mede na teoria, mas sim, na realidade, pelos acertos possíveis, cuja ocorrência por vezes depende da rapidez na correção dos erros aprendidos.

A crise ambiental não é um fardo resignante, o fim previsto da humanidade. É uma oportunidade para a transformação do sistema econômico hegemônico de dentro para fora, do mercado à fraternidade pela sustentabilidade.