O Princípio de Peter, criado por Laurence J. Peter, estabelece que, em toda organização hierárquica de poder, a busca individual por um novo nível é uma constante, até que o indivíduo atinja um determinado grau em que é incompetente para exercê-lo.
Quando isso ocorre, após a euforia natural de evolução em termos de poder, dinheiro e status que uma nova posição permite ao indivíduo, ele passará a lutar com todos os meios para a manutenção dessa posição, já que não é competente para mantê-la por sua capacidade pessoal.
Apesar de ele ser incompetente a permanecer ali, uma desistência dificilmente será admitida, por qualificar algo que os seres humanos são programados a não tolerar, pois a regressão de sua posição atual, dentro de um contexto hierárquico estabelecido, é entendido como fracasso.
Nessa luta pela manutenção de uma posição hierarquicamente obtida, para a qual se é incompetente, deixa-se então o foco no prazer da realização, que até então existia no exercício dos níveis inferiores, passa-se à frustração, desânimo e compensações, com o fardo indesejado, a ser carregado na posição atual.
Por isso que o poder, em si, para ser sustentavelmente exercido, deve estar ligado à capacidade do indivíduo em desempenhá-lo de maneira competente. Uma vez chegado ao grau de sua incompetência, ele não deveria ocupar determinado cargo ou, se ocupou, desistir de sua posição.
Mas pelas resistências inconscientes à pretensa regressão, isso não é admitido facilmente. Daí um alto grau de insustentabilidade em chefias, direções e cargos de poder, quando os indivíduos são incompetentes para o seu exercício, mas que, pelos ganhos obtidos, não há como retornar.
Tornam-se assim, ditadores e controladores da posição, na qual deveriam estar por um mérito decorrente de uma competência num nível inferior, e não por sua incompetência atual.
Tornam-se assim, ditadores e controladores da posição, na qual deveriam estar por um mérito decorrente de uma competência num nível inferior, e não por sua incompetência atual.
A solução para isso é individual e social. Do ponto de vista individual, a análise psicoterápica será realizada em nosso blog A Felicidade Sustentável.
Do ponto de vista social, a questão está nos controles democráticos à renovação contínua das esferas de poder, com mandato bem delimitados, não renováveis, elegíveis em curtos períodos de tempo. Além do uso de sistemas de recall (ex. Parlamentarismo) ou de avaliação capazes de permitir a adequação dos incompetentes e inadequados ao seu exercício.
Do ponto de vista social, a questão está nos controles democráticos à renovação contínua das esferas de poder, com mandato bem delimitados, não renováveis, elegíveis em curtos períodos de tempo. Além do uso de sistemas de recall (ex. Parlamentarismo) ou de avaliação capazes de permitir a adequação dos incompetentes e inadequados ao seu exercício.
Com isso, políticos e detentores de esferas de poder saberiam, de antemão, de suas possibilidades de ocupação e da necessária alternância de poder para a sustentabilidade desses cargos, que não podem, na prática, servir de exemplo rotineiro ao Princípio de Peter.
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