Elizabeth Kolbert, na obra "Field Notes From a Catastrophe" (2014), com a qual ganhou o Prêmio Pulitzer, afirma que sim. Seus estudos e evidências indicam que, nas próximas décadas, cerca de 70% das espécies atuais serão extintas.
Exagerada e pessimista? Do ponto de vista dos estudos de James Lovelock, essa obra trás mais indícios do processo de deterioração da capacidade de suporte do planeta em curso, cuja responsabilidade é exclusiva da civilização humana.
Em termos de realidade, algumas espécies estão em curso de extinção, como os ursos-polares, tigres e outros grandes mamíferos, tendo em vista sua caça desenfreada e a modificação, poluição e ocupação dos seus habitats naturais por grupamentos humanos.
Com as modificações dos níveis de acidez dos oceanos, dos regimes de chuvas e da contaminação dos mares por plásticos, é bem provável que os níveis de extinção de outras espécies aumentem nas próximas décadas.
Logo, não há nada de fantasioso ou pessimista na análise realizada na obra cuja tradução ao Português ganhou o título providencial de "A Sexta Extinção".
Leitura recomendada para aqueles que pesquisam a temática da sustentabilidade e buscam saídas ou possibilidades para contar o avanço do impacto da humanidade sobre o planeta.
Lembrando que as 5 anteriores grandes extinções no planeta foram por causas naturais. Dinossauros, extintos na última era, apesar da propalada agressividade com as outras espécies, vendida nos filmes de Hollywood, não chegam nem perto daquilo que os seres humanos estão fazendo contra todas as formas de vida do planeta. Inclusive contra si mesmos.
Lembrando que as 5 anteriores grandes extinções no planeta foram por causas naturais. Dinossauros, extintos na última era, apesar da propalada agressividade com as outras espécies, vendida nos filmes de Hollywood, não chegam nem perto daquilo que os seres humanos estão fazendo contra todas as formas de vida do planeta. Inclusive contra si mesmos.
