O Conto do Vigário Ideológico: estelionato social

Um dos maiores golpes, estelionatos coletivos realizados na história da humanidade, está no uso de ideologias por grupos dominantes para obter o poder a a dominação do Estado e da Sociedade, sem que isso se reflita em qualquer força real, de melhoria no bem-estar social. Em grande parte das vezes, é o contrário que acontece, com a piora dos quadros econômicos e sociais, quando tais grupos conseguem impor o estelionato a todos.

O curso da história humana é recheado de exemplos de sucesso e de insucesso na estruturação dos Estados e das sociedades. A tendência evolutiva é que, os modelos de maior sucesso acabem por vencer os modelos de insucesso. 

Mas esse processo de construção de uma hegemonia do melhor, nem sempre é linear. Ele pode vir permeado por contrafluxos, embates e tentativas de se despertar ideias do passado. Isso acontece porque, mesmo que elas não sirvam ao melhor a todos, podem servir aos interesses de determinado grupo que busca o poder para si.

Trata-se, na verdade, do uso de ideologias superadas para seduzir a massa, o contingente de ingênuos e inexperientes, que serão dominados e utilizados a serviço desses grupos de psicopatas e paranóicos, voltados a única e exclusivamente a obter o poder e impor-se sobre todos os demais.

A força de tais grupos ganha adesão quando há pobreza generalizada, crises econômicas (desde que, por eles não produzidas) ou onde há um fluxo de recursos disponíveis. Fora esses casos, dificilmente haverá espaço a tais propostas, até porque, quando há bem-estar social instalado à maioria, qual a necessidade de modificações abruptas como essas propostas.

O conto do vigário pode ser até assimilado por grande parte do grupo que o defende e ocupa cargos de poder, mas sempre haverá aqueles que se locupletam nessas formações. Para esses, defender ideologias e defender um caminho pessoal de ascensão econômica à riqueza.

Outrossim, psicopatas de todos os tipos sabem dirigir-se facilmente onde há poder, pois é de seu interesse amoral o acesso aos ganhos fáceis possíveis. Onde há poder, dinheiro, há psicopatas por perto.

Aos paranóicos, muitas vezes não é a realização econômica que interessa, mas o conto do vigário ideológico também pode lhes ser interessante, ao passo em que o utilizam desse instrumento visando dominar e ter o maior poder possível.

Psicopatas e paranóicos são agressivos e, por isso, não admitirão nunca seus erros e lutaram ao máximo para se manter no poder. Muita vezes, utilizando todos os recursos, legais e ilegais, disponíveis.

Saber enfrentar o conto do vigário ideológico e evitar ser enganado pelo estelionato social proposto requer autocrítica e discernimento. Saber formar as próprias convicções, ser contra qualquer tipo de corrupção, ilegalidade, imoralidade, uso indevido de recursos públicos ou dominação do Estado por grupos ideológicos. Não existem fins que justificam meios, salvo se você caiu no conto do vigário.