O Erro Socialista: prometer o paraíso e entregar a miséria

A maior ilusão utópica do Socialismo é a busca de um mundo ideal, no qual a distribuição de riquezas e possibilidades seja igualitária e generosa com todos. Para quem assiste a primeira aula e a primeira fala das bases das Ciências Econômicas, sabe que isso é impossível na prática.

Impossível pois o ser humano deseja e materializa sua existência por meio das realizações perante o mundo. Para tanto, requer o consumo de bens e serviços, os quais não existem ilimitadamente, em razão dos limites da natureza e da expansão das atividades econômicas numa determinada sociedade organizada.

Desse modo, falta aos socialistas a noção básica, de que o objeto de estudo das Ciências Econômicas é a ESCASSEZ, em face de necessidades humanas e crescimento populacional ilimitados, em contraposição a recursos produtivos limitados. Desse modo, não há como atender as necessidades de todos simultaneamente. Isso é insustentável.

A consciência desses limites já deveria ser um dado de realidade a orientar qualquer fantasia socialista, pois não há como construir o paraíso terrestre onde "todos poderão ter Iphones". Isso é uma falácia, apenas um discurso ilusório utilizado para enganar e adquirir poder.

Uma sociedade menos desigual pressupõe outro modo de pensar. Não são direitos a base das coisas, pois se os recursos são ilimitados, como conceder direitos a todos. Na base de sociedades menos desiguais, o que se pressupõe são os deveres. 

Ou seja, a necessidade de cada um suportar certo limite de escassez e, logo, restrição de suas necessidades ilimitadas. Isso se faz com políticas macroeconômicas democráticas, envolvendo adequação tributária e correta alocação dos recursos recebidos pelo Estado e combate ao patrimonialismo, dos que se apropriam dele.

Por isso, que a função das Ciências Econômicas é orientar a sociedade e os Estados a fazer escolhas. Se há que se fazer escolhas, algo não será atendido e logo, não se pode prometer o paraíso quando não há viabilidade física para tanto.

O que, como e para quem produzir são as perguntas essenciais das Ciências Econômicas. Num modelo Socialista, essas perguntas também deverão ser feitas. Sempre haverá o chamado custo da oportunidade, um conceito fundamental da Economia, pois se há que fazer escolhas, algo será atendido e algo deverá ser abandonado. Logo, não há como construir um paraíso de direitos, pois escolhas sobre quais direitos deverão prevalecer sobre outros, sempre ocorrerão.

Por outro lado, ao tentar romper essas regras básicas, o modelo socialista tende a romper com o equilíbrio do mercado e, com isso, desestimular o meio empresarial e a produção livre de riquezas, as quais são os responsáveis diretos pela arrecadação de impostos.

Sem dinheiro em caixa, resta ao Estado emitir papel, gerando inflação, ou pedir empréstimos, hipotecando futuros impostos, que um dia deverão ser usados no pagamento dessas dívidas. Resultado final desses erros no tempo: miséria.