Agora sim, que a análise ganha em destacar os paradoxos de São Francisco que, se por um lado, talvez seja uma das melhores para se viver nos EUA, pelo outro, limita tais benefícios a uma parcela da população. Isso levanta questões sobre o alcance da capacidade de suporte do meio, dos pontos de vista social, econômico e ambiental.
| Grafite com críticas ao Capitalismo. |
Na questão social, o problema maior parece estar na quantidade de andarilhos, mendigos e afins presentes no ambiente urbano de São Francisco. São inúmeras as pessoas que, por diversas motivações, vivem a perambular pelas ruas.
Muitos se utilizam dos serviços sociais e dos albergues para se refugiar e obter alguma alimentação. Outras vivem de catar lixo e há ainda os que vivem de venda de alguma arte, pequenos serviços ou mesmo por pedir esmolas. Não há registros de furtos ou roubos com predominância a ser destacada.
Advindos da contracultura hippie, há os que optam por vivem nas ruas e nos parques por escolha existencial e assim, mantem uma vida de ausência de bens com o mínimo possível. Há outros porém, que estão nas ruas em razão das drogas ou mesmo de transtornos psiquiátricos. Há ainda os desamparados e abandonados, como em quaisquer outros locais.
O contraste social observado é grande, pois tal população contrasta com a opulência econômica da cidade. Por opção ou não, é um grande número de pessoas à margem econômica da sociedade local.
Na questão econômica, fica latente a presença de conglomerados econômicos a dominar o grande comércio e serviços locais. Por exemplo, há somente um grande banco, um grande supermercado com presença em toda a cidade e duas grandes redes de farmácia. Isso pode indicar a concentração de mercado em áreas essenciais (financeira, alimentar e medicamentosa).
Claro que se trata de uma cidade com predomínio no terceiro setor, destacadamente nos serviços turísticos, empresariais e tecnológicos, mas o dado acima não pode ser afastado, quando se trata de analisar as questões de sustentabilidade econômica.
Por seu turno ambiental, o grande problema é o mesmo verificado no restante dos EUA, onde o consumo per capita de energia é elevando, assim como a produção de resíduos de consumo. Isso indica um contexto de insustentabilidade a ser revisto. Até porque a tendência é de crescimento da sua população a longo prazo, o que acarretaria aumento dos impactos e deterioração do meio.
Há outros desafios mais, como o aumento do número de imigrantes (especialmente ilegais), cuja absorção pelo mercado de trabalho não se faz da maneira adequada e daí sua exploração em subempregos, sem direitos inerentes ao cidadão regular.
O custo das moradias também é alto, assim como o da alimentação, o que impacta nas possibilidades de sobrevivência, pois não há mais espaços a serem construídos ou manejados na área de São Francisco.
Por tais aspectos, um imigrante não qualificado teria dificuldades de viver em São Francisco e acessar e aproveitar da qualidade de vida destacada de parte de sua população, isso sem falar na população desabrigada e dos imigrantes já existentes em situação de vulnerabilidade social.
Desse modo, pode-se observar que mesmo em oásis de desenvolvimento humano no planeta, há problemas sérios e limites à capacidade de suporte do meio, em possibilitar a inclusão e o bem-estar com qualidade de vida a todos, de igual maneira.
Se há uma saída para isso, ela não está nesse quadro de prognóstico futuro de imigração e crescimento populacional. A saída, assim como para o restante do planeta, dependerá da adoção racional de meios de planejamento populacional, em primeiro lugar, assim como no estímulo a novas formas de realização existencial, em segundo plano. Mas isso é assunto para muitos outros estudos.
Desse modo, pode-se observar que mesmo em oásis de desenvolvimento humano no planeta, há problemas sérios e limites à capacidade de suporte do meio, em possibilitar a inclusão e o bem-estar com qualidade de vida a todos, de igual maneira.
Se há uma saída para isso, ela não está nesse quadro de prognóstico futuro de imigração e crescimento populacional. A saída, assim como para o restante do planeta, dependerá da adoção racional de meios de planejamento populacional, em primeiro lugar, assim como no estímulo a novas formas de realização existencial, em segundo plano. Mas isso é assunto para muitos outros estudos.