Paranoicos são um tipo de psicóticos. Dotados ou não de um transtorno paranoide, vivem sua realidade mesclada com uma fantasia de narcisismo, prepotência e, logo, um mito de que sua pretensa genialidade e superioridade, seria o suficiente para consertar todos os problemas do mundo. Vivem um pensamento mágico de que as soluções de sua cabeça são aplicáveis e de que, os outros mortais, ora inimigos quanto os criticam, ora cordeiros a serem por eles tutelados, são seres inferiores a serem por eles controlados.
Independente de se avaliar o grau de inteligência real ou não do indivíduo, aos paranoicos está ausente a questão do desconfiômetro de seus limites na vida social. Falta-lhes uma compreensão de que, no mundo real, a complexidade da vida em sociedade não permite respostas simples aos problemas sociais e econômicos das demandas materiais invencíveis de uma humanidade crescente.
Também não conseguem entender o contexto histórico e de construção das leis e das instituições em uma sociedade, como se suas ideias fossem a tal ponto inovadoras e capazes de provocar mudanças que não se fizeram.
Distribuir dinheiro por meio de políticas públicas a custa de dívida pública, aumento de impostos e inflação não necessariamente é novidade. É só mais do mesmo, de um modelo fracassado na histórica, de irresponsabilidade fiscal e insustentabilidade contratada no médio prazo.
Querer viver numa sociedade e em uma economia melhor é um desejo legítimo para paranoicos e para todos os demais. Entretanto, se isso é feito dentro dos limites da experiência e da capacidade de suporte de cada economia, conforme as características de cada povo, com as adaptações necessárias à realidade, a possibilidade de sucesso será maior.
Paranoicos muitas vezes optam pela profissão do Direito, onde terão o poder suficiente para promover sua agenda agressiva. Como se consideram geniais, buscarão sempre a reinvenção do Direito, como se a segurança jurídica obtida em sua construção histórica fosse algo secundário. Basta boas ideias de sua cabeça genial e suas boas intenções (mesmo que enviesadas) para se ter condições de inovar o mundo e mudar regras da noite para o dia.
Mas como ninguém pensou isso antes? Esses fracos e sem força para mudanças? Estão contra mim porque tem inveja e não aceitam melhorias sociais. Esses são pensamentos recorrentes na cabeça paranoica.
Suas fantasias não tem limite, tais como imaginar que viver numa sociedade onde todos tenham "Iphone" seja o suficiente para se obter uma real igualdade", enquanto são os mesmo que hoje utilizam produtos premium para se distinguirem dos demais e demonstrar sua superioridade. Logo, quando todos puderem ter "Iphones" eles estarão usando outra coisa mais cara e inacessível, que lhes permita manter o status de poder e diferenciação sobre os demais, o próprio Marx dizia isso.
Paranoicos também só gostam de liderar. Colocar a mão na massa e ser serviente não é com eles. Tudo o que fazem é para se obter alguma forma de poder. Logo, podem querer impor "revoluções" no grito e por meio de agressividade, manipulando pessoas e usam todos os recursos disponíveis de controle social, rompendo com a ordem, a segurança e as instituições. O resultado tende a ser conhecido. Venezuela é um exemplo de como a paranoia aplicada pode ser altamente destrutiva a um país.
Paranoicos, por sua patologia, independente de suas boas intenções, vivem sob a pulsão de morte impulsiva. Uma vez contrariados, suas boas intenções cedem lugar à forma agressiva como reagem às frustrações, colocando-se ora como vítimas agressivas, ora como perseguidores e destruidores de seus opositores. Podem até cometer crimes, mas para isso sempre haverá uma justificativa relativizadora com fins justos e boas causas.
Ao não saberem lidar com o jogo normal da política, enquanto espaço público de confronto de ideologias visando sua mediação, buscarão sempre a destruição de seu oponente e, logo, poderão usar de qualquer meio, sem limites éticos, para conseguir tais fins.
Por tais características, locais governados por paranoicos não são sustentáveis e tendem à viver as crises sociais e econômicas com maior intensidade do que sociedades organizadas, nas quais suas instituições e regras possuem a segurança suficiente à sua manutenção organizada.
Se você é paranoico, ou está afeito a grupos dominados por paranoicos, sempre é possível rever seus comportamentos e tentar avançar a um grau maior de sustentabilidade, por terapia, controle medicamentoso e novas ações comportamentais.
Coloque a mão na massa e vá ajudar alguém de verdade. Voluntariado em hospitais, asilos, carpir voluntariamente um terreno ou até vender seu "Iphone" e distribuir a grana entre quem realmente precisa pode ser um bom caminho de começo de mudanças.
Se você é paranoico, ou está afeito a grupos dominados por paranoicos, sempre é possível rever seus comportamentos e tentar avançar a um grau maior de sustentabilidade, por terapia, controle medicamentoso e novas ações comportamentais.
Coloque a mão na massa e vá ajudar alguém de verdade. Voluntariado em hospitais, asilos, carpir voluntariamente um terreno ou até vender seu "Iphone" e distribuir a grana entre quem realmente precisa pode ser um bom caminho de começo de mudanças.
