Vítimomaníacos são aquelas pessoas a se apresentar recorrentemente no posição de vítimas. Fazem isso não porque sofreram alguma injustiça real, mas sim, porque em seus fantasias mentais revolucionárias, são credores dos demais, a partir de sofismas ideológicos formulados e alimentados, justamente por quem os quer escravizar mentalmente.
Então existem três tipos de pessoas a circular em torno do "loop mental" das vitimizações. Primeiro, há o incentivador do vitimismo. Geralmente é aquele interessado no controle mental da sociedade, em introduzir técnicas de controle divisionistas entre as pessoas. Trata-se da famosa estratégia comunista do "dividir para conquistar".
Criam-se rótulos, estabelecem-se distinções e pretensas "dívidas históricas" ou formas conflitivas a serem ressaltadas a partir das diferenças humanas. Uma vez aderido ao rótulo, a pessoa perde a individualidade e passa a fazer parte de um coletivo único, como se não tivesse autonomia, história própria de vida e dificuldades inerentes a cada sere humano diferente e único.
A segunda pessoa envolvida neste processo é a vítima do vitimismo, ou seja, o próprio vitimomaníaco. Geralmente é aquele individuo inexperiente ou de baixa estima, que adere emocionalmente ao "emponderamento" dos discursos baratos.
A partir da adesão mental e emocional, o vitimomaníaco terá vários outros ganhos secundários. É aceito pelo coletivo de controle, tem vantagens públicas por vezes expressas, pode fazer manha, birra, mimimi como qualquer criança, sem ser admoestado por seu comportamento infantil, além de se esquivar ou reduzir a responsabilidade por seus próprios atos.
A partir da adesão mental e emocional, o vitimomaníaco terá vários outros ganhos secundários. É aceito pelo coletivo de controle, tem vantagens públicas por vezes expressas, pode fazer manha, birra, mimimi como qualquer criança, sem ser admoestado por seu comportamento infantil, além de se esquivar ou reduzir a responsabilidade por seus próprios atos.
Tudo isso contribui para um ciclo repetitivo a retroalimentar a conduta do vitimomaníaco. Ele sempre será vítima e, ostentar, causar, lacrar e obter vantagens de sua condição, será algo adotado em seu repertório de ações sociais de maneira contínua.
Um vitimomaníaco também precisará de seu palco, para ser vítima, ou seja, de alguém que possa projetivamente ser o responsável por sua condição de vítima. Nesse sentido, ele precisa da dialética, do encontro do outro que sirva de seu opressor no teatro de suas fantasias. Por vezes, nos casos mais graves de paranoia psiquiátrica, ele é vítima do sistema, de alguma ameaça externa, de algo imaginário.
Nos casos mais brandos, basta ter alguém por perto, que lhe cause alguma forma de frustração nas suas demandas, para que o processo de vitimização seja instalado contra essa pessoa. Vítimomaníacos são como crianças mimadas quando não ganham um doce no supermercado. Não querem saber da realidade, querem seus desejos atendidos e pronto. Os demais e as condições da realidade não importante, pois a fantasia de que são credores de algo, legitima seu "chororô".
Há também os vitimomaníacos perversos e profissionais, cuja ação deliberada, consciente e dolosa, visa obter vantagens indevidas para si, transferir responsabilidades aos demais ou ter ganhos financeiros com isso. Cuidado máximo com tais pessoas.
A melhor forma de lidar com os vitimomaníacos, quando detectados nas proximidades, é se afastar delas, para que eles não utilizam de você para armar seu circo de vitimização. Outrossim, encontrou um vitimomaníaco pela frente, faça o possível para também não transformar seu ouvido num "pinico" de escutas das reclamações, ou você ganhará um ser dependente e vampiro emocional permanente.
Caso não possa se afastar, estabeleça regras objetivas de conduta, de forma que neutralize qualquer tentativa de ganho ou possibilidade delas argumentarem algum tipo subjetivo de ação indevida de sua parte. Melhor ser frio, racional e não expressão qualquer emoção ou consideração pelos argumentos vitimistas, isso os afasta e, no máximo, você será considerado uma pessoa rude, insensível.
Outra forma de lidar com o vitimomaníaco é começar a também falar de seus problemas para ele e como está assumindo a responsabilidade por eles e correndo atrás das soluções, pelo seu desforço pessoal. Só não vá criar uma ligação de co-dependência nisso. Fale de seus problemas, mas diga como você está efetivamente tentando resolvê-los e estimule a vítima a também assumir responsabilidades e ações por seus atos. Toda vez que ela retornar por perto, pergunte imediatamente como está indo suas ações, dedicação e esforços para resolver seus problemas.
Se fizer isso, há duas possibilidades. Primeiro, ela irá se afastar de você. Ou, nos melhores casos, poderá começar a reconfigurar a mente e começar a sair do ciclo repetitivo de vitimização. Nesses casos, reforce comportamentos e pensamentos positivos, para que a pessoa possa, pouco a pouco, sair dessa hipnose de massas que está sobre ela e volta a ser dona de sua vida e responsável por seus atos. Na verdade, para que abandone a infância mental e se torne adulto. Corra atrás dos seus sonhos, por seu próprio desforço e enfrente as dificuldades próprias de sua existência, como grande parte da população batalhadora do Brasil faz no dia a dia.
