Freud já dizia
que a compulsão pela repetição é um sinal claro do complexo neurótico instalado
em um determinado indivíduo. Trata-se de algo mentalmente inconsciente,
instalado para além do ego (consciente), tornando o indivíduo refém daquilo que
não conhece sobre si mesmo, ou ainda, daquilo perante o qual seu repertório de
cognições não vislumbra entendimento pela ocorrência.
No plano
individual, o ciclo de repetição de pensamentos leva a um contínuo
"mental", com o indivíduo chegando sempre aos mesmos raciocínios e
conclusões, sem que se dê conta da prisão mental em que se encontra. Aos moldes
de um brinquedo de ratos, ele corre sobre si mesmo, sem parar.
Criar estas
formas de "loop mental" é algo inerente a qualquer cultura. Na
introjeção de dados culturais, é que se faz o estabelecimento do conjunto de
pensamentos e comportamentos a serem adotados para a vida em sociedade.
Daí que,
repete-se e repete-se continuadamente, até que uma nova aprendizagem teórica,
ou uma experiência pessoal, venha a produzir a introjeção de novos dados, a
partir dos quais se possa remodelar os pensamentos, resultando também,
alterações não percebidas no inconsciente individual.
Até aqui se trata
de algo fisiológico da mente humana. Algo inerente à viver em sociedade e
estruturar-se para poder sobreviver e conviver com os demais. Porém, a coisa
ganha ares de questionamento, quando há deliberadamente um grupo social
tentando impingir ciclos repetitivos de pensamentos na sociedade.
Assim agem
aqueles que estão em "guerra cultural", ou o também chamado
"marxismo cultural", cuja finalidade é deliberadamente implantar
ciclos repetitivos de pensamentos comunistas disruptivos na mente das pessoas,
obrigando-as a manter um "loop mental", dentro dos repertórios por
eles criados.
A ideia subjacente a esta estratégia de controle mental é impedir que você pense para além do repertório informado, compartilhado e continuadamente repetido, a eliminar qualquer tipo de crítica, individualidade ou outras visões de mundo.
Tal forma de
controle de massas subliminar, não é novidade, apesar de que seus efeitos já
levaram povos a guerras e a destruição em massa. Mas nem por isso estamos
imunes a ele. A cada nova geração, sempre haverá espaço à doutrinação em massa,
numa tentativa de controlar as mentes mais jovens, dentro de ciclos repetitivos
de pensamentos.
A terapêutica
desses ocorrências requer leitura, algo que contradiz diretamente os ciclos
repetitivos de pensamentos. Quem lê, acessa a outros conteúdos e amplia seu
repertório de conhecimentos e possibilidades.
Detalhe é que a leitura não pode ser aquela feita de maneira dirigida, por quem também está preso no loop mental criado. Deve-se buscar leituras opostas, onde existam outras vertentes, contrapontos e opções de pensamento alternativo a serem refletidas.
Outro ponto, é
questionar-se a partir de dados da realidade. O teste de realidade, a partir de
dados do real, é uma forma recorrente utilizada em Psicanálise para a quebra
das resistências inconscientes, a sustentar as fantasias irreais. Por exemplo,
quando alguém representante dos grupos sociais que permaneceram por 20 anos no
poder no Brasil, vier demandar justiça social, para a superação das
desigualdades sociais, há que se perguntar intimamente, por que, depois de todo este tempo
no poder, eles não fizeram isto acontecer.
Buscar romper os loops mentais volta-se à própria libertação da escravidão mental criada. Trata-se de construir sua individualidade, para além do coletivismo imposto por tais ciclos. Mentes livres das doutrinações quebram as correntes coletivistas e permitem que, a pessoa se torne seu próprio eixo condutor de realidades. Um rato a menos no sistema.
Buscar romper os loops mentais volta-se à própria libertação da escravidão mental criada. Trata-se de construir sua individualidade, para além do coletivismo imposto por tais ciclos. Mentes livres das doutrinações quebram as correntes coletivistas e permitem que, a pessoa se torne seu próprio eixo condutor de realidades. Um rato a menos no sistema.
