O Direito Libertário está Fora do Estado

A primeira grande regra do Direito Libertário é estar totalmente fora do Estado. Isto significa que as contratações e as resoluções de conflito devem ser realizadas totalmente fora das estruturas de Estado e de seu instrumento jurisdicional: o Judiciário.
Estar completamente fora do Estado não significa viver isolado do mundo. O Estado permanece ali e existe subsidiariamente às relações pessoais libertárias. O indivíduo libertário é aquele que, por sua livre e sopesada decisão, passa a regrar sua vida, escolhas e caminhos paralelamente ao Estado e seu território onde habita.

Isto significa a supremacia do indivíduo sobre o Estado. Colocar-se acima do Estado, requer a assunção da autonomia pessoal e deixar de colocar-se em dependência e subserviência. Para tanto, há que se assumir a responsabilidade por sua vida e destino.

Não é fácil se livrar da "estadodependência", pois se trata de uma adicção semelhante ao uso das mais pesadas drogas viciantes. Ficar acomodado com as migalhas recebidas da Seguridade Social ou, por outro lado, com as gordas mordomias concedidas ao Estamento Burocrático, faz grande parte dos brasileiros viver sob a égide da servidão voluntária ao Estado.

Aos demais, cuja carga consiste em carregar os dois grupos descritos acima, resta o sonho de um dia vir a também receber sua migalha ou ocupar um cargo público. Poucos são os que renegam totalmente esse estado de subserviência e partem ao confronto, lutando para dominar as condições de guiar seu próprio destino.

A saída para a grande maioria de nós, ainda dentro de algum grau de "estadodependência" está em ir aos poucos construindo condições de saída desta fantasia estatista envolvente. Isso significa criar um espaço próprio e privado de realização existencial e autosuficiência.

Quem já está consciente dessas possibilidades, ao menos já tem em si a semente do Direito Libertário. Chega então a hora de iniciar os passos de seu próprio caminho para a liberdade. Sem exasperação, chega-se ao momento de colocar o Estado enquanto algo a ser afastado pouco a pouco de todos os aspectos da vida jurídica individual.

Em síntese, se queremos falar sobre um Direito Libertário, deveremos afastar atuar para afastar completamente o Estado das regras e das soluções de conflitos que regem a nossa vida. Quanto mais pessoas atingirem este nível, mais o Estado passa a ser algo desnecessário e obsoleto.