Estadocentrismo: a Matrix Socialista

Estadocentrismo, ou seja, a fantasia (inconsciente ou consciente) de que cabe ao Estado o papel central de organizar as relações sociais, reger as trocas negociais e redistribuir a riqueza, é uma neurose populista, tendo em vista que os resultados visíveis dessa hipertrofia estatal, no mundo real, são exatamente o contrário do que se deseja. Onde há gigantismo do Estado, há excesso de controle das relações sociais, ausência de liberdade negocial e a riqueza, confiscada por meio de altos impostos, é transferida a um determinado grupo detentor do poder estatal.
Enquanto neurose populista, o Estadocentrismo precisa de que dois grupos de pessoas se retroalimentem. Primeiro, os despossuídos, para os quais o Estado irá fornecer migalhas e pretensas oportunidades algum tipo de benefício ou vantagem. O segundo grupo trata-se dos ocupantes do estamento burocrático, os quais, ao mesmo tempo em que vendem a fantasia de progresso, vivenciam os privilégios autoconcedidos com os recursos públicos retirados do primeiro grupo.

Dificilmente se rompe o elo interprisional entre os grupos retroalimentados, pois o caminho para sua superação exigirá um desforço pessoal nem sempre acompanhado dos resultados esperados. Quando há um Estado agigantado, investir na iniciativa privada não é algo fácil, uma vez contra a pessoa correm todos os riscos, sem qualquer benefício estatal. Isto sem falar nos impostos, burocracias e encargos a serem cumpridos.

Pior ainda ocorre quanto cada vez mais Estado é demandado e implementado pelos governos, até que se chegue à completa exaustão econômica da sociedade, onde só restará a igualdade de todos na pobreza, exceto para os líderes (como na Venezuela), ou algum tipo de escravidão produtiva aos moldes chineses.

A proposta libertária perante tal quadro de coisas está na geração de espaços de realização econômica para além do alcance dos Estados sanguessugas. Negócios virtuais, trabalhos transfronteiriços em espaços digitais, criptomoedas, inovações tecnológicas e tudo o que permita a esgueirar-se e resistir perante à apropriação injusta de recursos, são válidos nessa seara libertária.

Logo, por mais que você esteja imerso no Estadocentrismo, uma vez que tenha compreendido sobre os malefícios e acordado sobre sua canga posta pela Matrix socialista, seu processo de libertação já se iniciou. Porém, despertar do Matrix Socialista não significa sua libertação imediata. Há muito ainda a ser feito neste caminho. 

Gerar sua própria renda, assumir as rédeas de seu próprio destino, tornar-se livre, prover sua própria segurança, independente do território onde habita, será o desafio de qualquer libertário na sua jornada de auto-libertação. Uma vez vencido, terá se libertado e poderá, assim, retribuir a libertação mais e mais indivíduos ainda presos nesta espiral interprisional humana.