Segundo o economista Anthony Downs, se o reforço (resultado positivo) que você tem para saber de algo é menor do que o esforço necessário a tal aprendizado, provavelmente não haverá interesse em aprofundar no assunto. Logo, faz-se uma escolha de se permanecer ignorante sobre algo, uma vez que não vale à pena "perder tempo" ou investir quando que não se ganhará nada com isso (erro básico).
No caso da Política, do Direito e do Estado, como poucos estão interessados nesses assuntos, salvos aqueles que recebem ou podem diretamente receber algo, grande parcela da população vive à margem sobre as questões políticas e os problemas do Estado, dentro sua ignorância racional desejada.
No caso da Política, do Direito e do Estado, como poucos estão interessados nesses assuntos, salvos aqueles que recebem ou podem diretamente receber algo, grande parcela da população vive à margem sobre as questões políticas e os problemas do Estado, dentro sua ignorância racional desejada.
E para piorar, ao se falar de Brasil, uma vez que somente os interessados diretos focam-se em entender o funcionamento do Estado, há historicamente um modelo cristalizado no tempo de que, a tal estamento burocrático, formado por políticos e funcionários públicos, tais grupamentos concentram para si as vantagens e privilégios desta situação.
Falta, nesse caso, uma consciência social de que, apesar de não se ganhar nada diretamente com o esforço para entender a Política e os Problemas Estatais, há sim, ganhos secundários que não podem ser dispensados, haja vista que impostos deve ser pagos por toda a sociedade.
Também deve haver consciência da necessidade de se coibir a corrupção, exigir-se a prestação de bons serviços públicos, assim como, a redução da burocracia estatal, para que a sociedade tenha mais liberdade de produzir e circular renda.
Optar pela Ignorância Racional, na verdade, é uma falha grave dos brasileiros, cuja análise dos custos de sua omissão mental acaba por resultar em vantagens diretas ao estamento burocrático, para que concentre a si vantagens e privilégios, enquanto transfere ao restante da população os ônus de arcar com essa omissão deficitária.
Logo, tome consciência disto, pare de reclamar e comece a estudar. Ou aceite sua servidão voluntária, pague a conta dos impostos, afogue-se na burocracia e agradeça aos regulares/ruins serviços prestados pelo Estado.
