Quem são os comuns? São todas as brasileiras e os brasileiros trabalhadores, honestos, cuja grande preocupação atual está em o Estado permitir a todos a liberdade de prosperar na vida, e, por último, garantir a manutenção dos seus valores familiares, econômicos e religiosos em equilíbrio.
Educação e saúde, são importantes, porém, quem tem dinheiro no bolso, com certeza vai preferir poder ter um plano de saúde ou investir numa escola privada para os filhos. Logo, ao cidadão brasileiro médio, da República dos Comuns, o que deve vir primeiro é a segurança pública e a prosperidade econômica.
O brasileiro médio pertence a categoria dos batalhadores, de quem trabalha e luta para sustentar sua família. Mães e pais dedicam suas vidas às suas famílias. Para os membros da República dos Comuns, a família é algo essencial e basilar de suas vidas.
O brasileiro médio curte a sua família. Ele quer poder prosperar e constituir a sua própria família. Para ele, isto é algo natural, onde casamento e filhos são parte de sua missão de vida. Aliado a isso o trabalho e os valores cristãos, você terá um retrato de grande parte das famílias brasileiras.
O brasileiro quer uma vida estável, não quer aventuras revolucionárias. Ele quer que o Estado forneça serviços essenciais, porém não atrapalha sua realização econômica. Somos o povo com mais número de empreendedores no mundo, em termos proporcionais (33% da população).
Quem tem ou quer ter seu negócio, sabe da importância da estabilidade e da segurança para que se possa invista tempo, dinheiro e ainda assumir todos os ricos. Por outro lado, tem que ter amplo direito de lucrar, pois se trabalhou, assumiu riscos, é sua a dádiva da retribuição colhida de seu esforço.
Nesse sentido, o povo brasileiro é de características conservadoras e liberais. Talvez você ainda não saiba disto. O brasileiro respeita e vive outras possibilidades afetivas sem problemas, porém, isso não o afasta de querer manter valores tradicionais descritos acima. Assim, a palavra conservador e liberal, aos poucos, vai sendo melhor entendida e deixa de ser incorretamente formulada como algo pejorativo, passando a ser uma característica positiva de identidade nacional.
O brasileiro médio vê na corrupção um dos principais problemas do Estado, a drenar recursos públicos que deveriam ser usados a seu favor. Ele se indigna com isso e não rejeita a classe política. Na República dos Comuns esse é um dado essencial a demonstrar como nas eleições houve uma rejeição generalizada a políticos corruptos ou relacionados à velha política.
As questões que se colocam são a seguintes: a República dos Comuns terá forças para eleger um Presidente da República? Em uma fez colaborando efetivamente com tal proeza, terá condições de dar sustentabilidade ao novo governo?
Um dos pontos falhos do brasileiro está na manutenção da adesão a algo. Basta passar a onda e tudo deixa de ser tão importante. Se realmente há o desejo de uma nova República no país, o nível de adesão e manutenção de ideias deverá ser ampliado. Isso demanda um aumento de consciência política.
Por fim, uma das coisas boas que está acontecendo, em relação à essa necessidade de adesão, está na assunção de posições políticas. Se antes somente a esquerda tinha seus quadros perenes, agora há do outro lado aqueles que, faça chuva ou faça sol, estarão com sua ideologia estabilizada e insusceptível de corrupções e fraquejos.
Talvez seja esse um dos motivos que nos deixem mais otimistas com a República dos Comuns, algo que realmente surja do povo brasileiro e que ocupe um espaço democrático no poder, para além das elites dominantes, de maneira perene e sustentável.
