O Caso da Fusão entre Embraer e Boing é emblemático de como as mentalidades brasileiras são presas a mitos inconscientes ligados ao atraso e ao modelo medieval das Corporações do Ofício. Basta ver juízes que não entendem nada do assunto concedendo liminares para impedir que empresas "PRIVADAS" não possa assumir conjuntamente um modelo de negócios lucrativo a elas. Que tal entender um pouco mais e sair da inconsciência tribal do país do atraso?
FATOS:
1. Fato. A Embraer já foi privatizada há tempos, com seu capital social atualmente diluído em vários fundos de investimentos de toda a parte do mundo. A privatização salvou a empresa que estava afogada em dívidas e sem investimentos em tecnologia. Somente restaram ao Estado brasileiro um pequeno conjunto de ações chamados de "golden share", com a capacidade de vetar negócios prejudiciais a empresa.
2. Fato. A Embraer monta aviões no Brasil, porém motores, elementos eletrônicos são todos importados de outros locais do mundo. A indústria aeronáutica atualmente é um negócio de cunho internacional e integrado.
3. Fato. A fusão entre Embraer e Boing não só é vantajosa, como essencial à sobrevivência de própria Embraer, pois este negócio só surgiu em virtude da fusão entre a Bombardier (a maior concorrente direta da Embraer) com a Airbus (a maior concorrente direta da Boing). Isso resultou na criação da maior empresa da indústria aérea do mundo (Airbus/Bombardier). Logo, com mais escala, tecnologia e competitividade do que suas concorrentes, a ponto de colocar suas posições em risco no mercado.
4. Fato. Setores de defesa e militar ficaram fora do negócio e não serão atingidos pela fusão.
MITOS:
1. Mito. Não existe empresa pública aqui. Logo, não se trata de uma estatal. Portanto, o Estado não tem a propriedade sobre ela. Tem apenas o poder de veto de negócios que possam ser prejudiciais aos interesses do país. Isto foi protegido ao se retirar os setores da defesa e militar da fusão.
2. Mito. A Boing, apesar de ser uma empresa sediada nos EUA, é de propriedade de fundos de investimentos internacionais e portanto, assim como a Embraer, tem seu capital social diluído por todo o mundo. Logo, não há lógica em se dizer que se trata de uma apropriação americana.
3. Mito. Se a Embraer fosse uma estatal e não tivesse sido privatizada no passado, ela já estaria quebrada. Os avanços atuais são resultados de investimentos privados, de compra de tecnologias e saneamento da empresa, por seus acionistas, que assumiram o risco para tanto, pagaram o preço, impostos e não devem nada para ninguém.
4. Mito. Querer defender a pureza de uma empresa internacional nos dias atuais, como reserva de mercado do país, é algo infantil e sem qualquer racionalidade econômica. Aqui são os mesmos que defendem a globalização que, quando se fala de seus interesses, voltam-se contra ela.
5. Mito. O país ainda vive nos tempos das corporações de ofício, dos privilégios, das castas, como as dos sindicatos, as primeiras a se manifestar contra a fusão, uma vez que, se tiverem que concorrer com trabalhadores de outros países, irão perder. Lógico que são os mesmos que defendem o modelo chinês socialista, desde que não sejam eles os explorados ou que tenham que competir.
6. Mito. Talvez o pior de todos, o mito do revolucionário contrário a tudo. Ele é o verdadeiro REACIONÁRIO brasileiro, pois é contra tudo que mude seu status de poder adquirido. Quer manter as corporações de ofício intactas porque delas ganha vantagens. Quer lacrar contra os EUA enquanto fica de cócoras para a China. Quer ser nacionalista, enquanto visa prejudicar o avanço da economia do país.
Ouça aqui nossa aula em áudio no Soundcloud do Direito & Liberdade.
6. Mito. Talvez o pior de todos, o mito do revolucionário contrário a tudo. Ele é o verdadeiro REACIONÁRIO brasileiro, pois é contra tudo que mude seu status de poder adquirido. Quer manter as corporações de ofício intactas porque delas ganha vantagens. Quer lacrar contra os EUA enquanto fica de cócoras para a China. Quer ser nacionalista, enquanto visa prejudicar o avanço da economia do país.
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