Qual será o impacto da Internet das Coisas na vida privada de cada um de nós? Invasões de hackers na vida privada, por meio de acesso indevido a equipamentos já existentes, como celulares, televisores e até patinetes elétricos, já são ocorrências comprovadas. Mas o que isso impacta na sua vida? Leia mais a seguir.
Parece inofensivo ou até, algum tipo de paranoia acreditar que a Internet das Coisas possa ser avaliada como algo prejudicial à vida das pessoas. Porém, se compararmos as vantagens, que são de poder controlar suas equipamentos eletrônicos à distância, já que tudo vai estar conectado, por outro lado, veremos que ao se fazer isso, alguém também controlar sua vida.
Não seria exatamente isso que está a acontecer neste momento na China, com o desenvolvimento de tecnologias de controle social em nuvem, com uma forma de "blockchain", a permitir ao governo chinês interferir diretamente nos comportamentos humanos, com reforços positivos aos atos considerados bons e reforços negativos para aqueles que querem ser desestimulados.
Assista ao episódio 3.1 da série Black Mirror para compreender bem o que já está a ocorrer na China, onde se pretende que, até a próxima década todos estejam sujeitos a tal sistema. Para ler mais, clique aqui.
Outrossim, se até patinetes elétricos chineses podem ser hackeados, o que se atribuiu a uma "falha" descoberta do sistema, ou ainda, se celulares chineses e outros equipamentos de telecomunicação podem servir à espionagem, como devemos nos conscientizar e nos preocuparmos com tais assuntos?
O primeiro passo é parar de acreditar no mito de que a tecnologia veio para salvar o mundo. Isso vem desde os espelhos e outras bugigangas dadas aos indígenas para ludibriar e controlar. Ouro de tolo, Cavalo de Troia são modalidades bem utilizadas nesses quesitos de enganação.
O segundo passo é acreditar no alerta do fluxo histórico, como diria o próprio Karl Marx, "tudo o que vem primeiramente como trágico, vem depois como farsa." Há que se ter consciência da farsa em curso, com o controle social a ser implantado por meio da Internet das Coisas.
Outrossim, se você ainda considera válido tal "Matrix", procure ler o "Manifesto do Unabomber" e veja que, no seu único ponto de lucidez, ofuscado por seus delírios paranoicos de grandeza e agressão terrorista, ele foca sua preocupação no que virá a ser o controle social por meio digital.
Por último, a saída de contra-resistência está evitar ou dificultar ao máximo o avanço dessas tecnologias invasivas, seja por meio de boicote do consumo desses produtos ou do esclarecimento aos demais sobre os riscos para o futuro da liberdade, perante autocracias digitais em curso.
Não duvide que isso poderá chegar ao Brasil mais rápido do que se pensa...
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