A Pulsão de Morte do Sempre Querer Mais

Mais, Mais e Mais! Esse é o caminho do querer para se chegar à pulsão de morte. Se a pulsão de vida é um desejo natural por realização humana, algo esperado e saudável, a pulsão de morte é o excesso na busca por satisfação do "eu" faltante, esse eterno motor da psique (alma). Mas porque a humanidade atual chegou à sua pulsão de morte, capaz de nos levar à destruição?
Um buraco negro é a antítese da matéria no Universo. Ele suga toda a energia à sua volta, até os fótons e, por isso, na sua presença não há nem luz. Enquanto um astro como o Sol é fonte primária de emissão de energia, ele é seu contrário opositor. 

Ambos convivem em certo equilíbrio, desde que as emissões estejam em equilíbrio com as absorções, numa constante dinâmica (e quântica), a milhões de anos luz e para além da capacidade humana de lidar com isso. Porém, tal assunto nos interesse, ao estabelecermos uma comparação entre a humanidade, ora em pulsão de vida, criadora e emissora de realizações construtivas, da humanidade, ora em pulsão de morte, destruidora do atual processo de equilíbrio dinâmico da vida no planeta.

Isso ocorre pelo atual quadro do modelo planetário da sociedade de consumo de massa, aliado a um descontrole de aumento populacional, o qual já culminou com a quebra da capacidade de suporte do planeta e, consequentemente, do consumo de reservas importantes da Biosfera, essenciais ao equilíbrio e manutenção dinâmica da vida.

No fundo de cada pessoa, há seu Thanatos idílico, suas pulsões de morte, a partir de seus desejos ilimitados por mais, mais e mais. E aqui devemos qualificar esse mais, mais e mais. O qual se volta à busca por mais geração de impactos nocivos ao meio e a si, visando o consumo.

Tudo tem seu nível satisfatório de consumo. Por exemplo, há produtos e serviços que atingem seu grau de maturidade ou de máximo suficiente e, dali para frente, não precisam ou não deveriam mais ser consumidor. Por exemplo, cirurgias plásticas. Qual o útil ou o suficiente em sua realização?

De outro modo, poderemos falar em telefonia móvel. Será que realmente precisamos ampliar ainda mais as emissões de frequências? Será que nossa constituição celular é compatível com 5G, 6G ou o que vier pela frente? Por que precisamos de mais e mais conectividade? Será que isso realmente é algo bom ou somente implicará em mais controle e invasão da vida privada?

Essas são apenas umas questões iniciais para esse tema, cujo efeito macro está a demonstrar como a humanidade caminha para a sua destruição. Não no sentido de extinção, mas sim, em algo que venha a substituir o modelo atual cuja presença será acessível a somente um menor número de pessoas. Algo decorrente da própria exposição aos excessos da tecnologia.