O Confronto pela Liderança Mundial China x EUA

O assunto China está sob os holofotes, em razão da Pandemia do Coronavírus. Todavia, um nível abaixo dessa ocorrência está a disputa pelo poderio mundial, enquanto potencia hegemônica do século XXI. A China se coloca enquanto desafiadora do posto, atualmente ocupado pelos EUA e usa para isso, os avanços obtidos na sua "Segunda Revolução", ocorrida desde 1978, com o comando de Deng Xiaoping.
Primeiramente, este artigo não trata de enaltecer ou desmerecer o postulamento chinês. Trata-se de ver as coisas pelo ângulo de um país periférico a esta disputa, que serve somente ao fornecimento de produtos primários, geralmente "in natura", ao postulante. Logo, uma "colônia" pós-moderna, chamada de grande parceiro comercial.

Cedemos soja, mineiros, carne, da mesma maneira que cedíamos cana, pau-brasil e ouro, em troca de espelhos (agora chamados de iphones, xiaomis). Ou seja, o mesmo arquétipo de outrora, já estampado no hino nacional e nas Cartas de Caminha, que se cristalizou e criou o mito do brasileiro enquanto "selvagem cordial", um legítimo adorador de colonizadores de quaisquer matizes.

Assim, independente de suas bandeira ideológica, se você é brasileiro, sua condição de ser periférico perante os povos das potenciais em disputa, colocará sua vida em servidão, independente de qual for o desfecho dessa guerra silenciosa pela hegemonia mundial.

Ter consciência disso é o primeiro passo para saber agir (ou reagir), em prol dos interesses nacionais. Inocentes são vítimas não por sua ignorância, mas por se permitirem submeter-se aos que assim atuam declaradamente, sem posicionar-se em prol dos seus próprios interesses.

Portanto, há que se aprender a lidar com a China, dentro de suas regras de disputa, para defender os interesses de nosso país, visando obter as melhores vantagens de ambos os concorrentes, para o desenvolvimento de nossa nação. Esse deve ser o objetivo maior em nossas metas, independente de sua opção ideológica, à esquerda ou à direita.