O Humanismo Ocidental e suas Tragédias Ambientais

O Humanismo Ocidental revela suas tragédias antropocêntricas, ao colocar o ser humano num degrau acima de todas as demais formas de vida do Planeta. Trata-se de uma visão mesquinha e atávica que seria a mesma em qualquer espécie em condição de dominância. Nada mais que animais apropriando-se de outros animais, num ritual selvagem, narcísico e destruidor.
A Vingança de Gaia, seja por um vírus pandêmico adquirido de quem satisfez seus apetites selvagens por morcegos ou cobras, ou ainda na nuvem de gafanhotos que devasta as plantações na África, ainda representam brandas punições a essa espécie maior de vírus chamada Homo Sapiens.

O prazer perverso de caçadores que resolveram ter o prazer de matar duas das três últimas girafas brancas do mundo, sendo uma delas o filhote, revelam que o Humanismo Ocidental não deu certo. Não que a proposta oriental devoradora de morcegos traga algo menos perturbador para a Biosfera. O certo é que o atual estágio de disrupção ambiental planetária está no seu limite.

Há saída? Talvez o posturado confucionista de uma Sociedade Harmônica possa ser uma luz no final do túnel, a ser guiada pelo avanço das tecnologias de controle social digital. Quando tudo e todos estiverem sob algum controle, esses espasmos de brutalidade contra a natureza talvez não possam mais ocorrer. 

No fundo de tudo, está o fato de que a humanidade atual não merece a liberdade conquistada. Seu abuso, ou melhor dizendo, libertinagem, devem agora ser conduzidos a uma equalização de arbítrios, com tecnologias que retirem dos modernos selvagens a possibilidade de ação, sobre as demais formas de vida que não podem se defender.

Outra saída? Sim, há outras saídas. Como aquela de liberar a caça dos caçadores ilegais. Essa sim, um espetáculo e uma diversão a motivar que o desejo de destruição se voltasse entre personalidades similares, em perversão e suas prazeres.