A Interprisão ao Experimento Baratrosférico chamado Brasil

Ufanismo é algo presente nas fantasias do brasileiro. O país do futuro que nunca chegou e nunca chegará ao primeiro mundo. Patrimonialismo, corrupção, violência, ideologias destruidoras, ignorância e idiossincrasias culturais centenárias não permitirão algo além do que já existe atualmente. O final do bônus demográfico, aliado ao iminente aquecimento global, irão reduzir aos poucos o potencial agrícola (o único que sobrou) e a dominação chinesa fará o restante do seu trabalho de neocolonização e estratificação.
Como a questão do aquecimento global, o neocolonialismo próximo, além da pulsão ideológica destrutiva, instalada nas mentes da maioria dos jovens, o que poderia dar certo no futuro deste país? Esta é uma visão nilista carregada de realidade, ou para outros, de profundo pessimismo. 

Todavia, uma visão nilista de destruição, de aniquilamento do futuro e assim, consequente perda de sentido, valor ou crença, é essencial em momentos críticos, para que se faça uma opção consciente do que está por vir. Quando se quebram as fantasias e as expectativas, surge a realidade, a embasar uma tomada de consciência, enquanto ponto crítico (ponto de mutação).

Como a atual geração de adultos viventes talvez não chegue a 2070, quando as previsões de calor extremo atinjam a toda a América do Sul, não seria problema seu o que virá a seguir. Entretanto, quando se vê as coisas de um ponto de vista libertário, busca-se sim, uma ação responsável no presente, uma vez que o foco da libertação do futuro, não necessariamente perpassa por questões materiais desse tempo existencial.

Aqui chegamos ao cerne da hipótese do Experimento Baratrósferico realizado neste país, algo que vem desde o seu descobrimento, quando apenados eram aqui despejados e daqui eram levadas todas as riquezas disponíveis (e ainda não são?).

Esse é o arquétipo da Terra de Santa Cruz, uma colônia de exploração. A única coisa que pode mudar isto são as escolhas libertárias pessoais dos que foram aqui nascidos atualmente, quando o indivíduo toma consciência e decide abrir mão de suas interprisões baratrosféricas e pagar o preço dessa libertação.