Assim como aquelas pessoas que foram sequestradas fisicamente, os líderes Populistas provocam em parte da população uma dependência emocional patológica. Trata-se de um vínculo formado por medo e irracionalidade, devido a uma falha de discernimento da situação negativa vivenciada. Na vida pública, políticos é quem devem satisfações à população eleitora e não ao contrário.
Como pode ser observado na Síndrome de Estocolmo, o indivíduo, submetido a uma situação ilegal de submissão e cárcere perante um criminoso, acaba nutrindo por eles sentimentos antagônicos à sua condição, ao passo em que, por mecanismos de defesa inconscientes, começa a nutrir um afeto positivo pelo agressor.
A crença da vítima decorre de uma falsa gratidão pelo agressor, no sentido dele não ter lhe tirado a vida ou o alimento. Tal motivação vem de um mecanismo instintivo de sobrevivência, no qual a pessoa rebaixa seu discernimento para que possa sobreviver naquela condição desfavorável, perante a qual não teria como lidar de outra forma.
Todavia, o mais surpreendente da Síndrome de Estocolmo está na persistência do afeto pelo agressor mesmo depois de cessado o crime, com a vítima, já livre e em segurança, ainda nutrindo afeto positivo por quem lhe fez mal.
Em mecanismo semelhante, líderes populistas sequestram as mentes de seu "gado", de tal maneira que, essas vítimas continuam a nutrir afeto por eles, rebaixando sua lucidez e discernimento, mesmo depois de tudo o que tenham feito de errado e lesivo a todos.
Líderes populistas e seus grupelhos opressores sabem disso e atuam deliberadamente no sentido de manter as mentes enviesadas a seu favor, como se elas lhe devessem algo. Ou seja, aquilo que começou como estelionato eleitoral, agora persiste como dívida de gratidão ou por receio de algo pior. Daí a interprisão formada entre algoz e vítima política.
Líderes populistas e seus grupelhos opressores sabem disso e atuam deliberadamente no sentido de manter as mentes enviesadas a seu favor, como se elas lhe devessem algo. Ou seja, aquilo que começou como estelionato eleitoral, agora persiste como dívida de gratidão ou por receio de algo pior. Daí a interprisão formada entre algoz e vítima política.
Quanto mais vulnerável (mental e emocional) for uma personalidade, mais ela será uma potencial vítima. Isso explica porque os mais jovens e os mais idosos são aqueles públicos preferidos dos populistas. Se os líderes revolucionários empolgam os mais jovens, líderes reacionários empolgam os mais idosos. Assim como no espelho, suas interprisões políticas são dois lados da mesma moeda.
Como já explicitado em postagem anterior, trata-se uma questão das fantasias de onipotência no tempo. Enquanto jovens revolucionários querem mudar o presente e forçar um futuro dentro de suas fantasias, idosos reacionários fazem o contrário, pois querem forçar um retrocesso ao passado.
As reações de defesa, normalmente esperadas de quem se sofre uma injusta agressão, quando se trata de interpresos pela Síndrome de Estocolmo, são patologicamente direcionadas para quem abandona tal condição ou, contra quem lhes contesta o ocorrido. Nunca acabam direcionadas diretamente ao responsável, no caso, o líder populista.
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| Qual a grossura das correntes mentais da sua interprisão a populistas? |
Libertar-se dessa interprisão a líderes populistas é um exercício de discernimento e maturidade emocional. Trata-se de uma conscientização de que não existem saídas fáceis para problemas complexos e que o avanço da sociedade e da humanidade não é algo mágico, cuja ocorrência dependa apenas do "falo" messiânico de algum salvador.
Acordar para a realidade dessa "matrix" não é algo que trará a mesma sensação de pertencimento e acolhimento que a adesão "à manada", ao rebanho do populista. Entretanto, sempre será bem-vindo à liberdade aquele que conseguiu desvencilhar-se das correntes mentais responsáveis por sua canga.

