Como buscamos explicar, se você existe no plano material, você será restrito por algumas interprisões terrenas. O corpo físico será a primeira das macro-interprisões. O ambiente de seu desenvolvimento a segunda. A sociedade onde estiver imerso, a terceira. A cultura local, a quarta interprisão. Dentro delas, existiram uma miríade de mini-interprisões, cada qual com maior ou menor restrições.
A libertação das interprisões, dentro do interregno de tempo de sua missão existencial, ou seja, seu Dharma de vida, é um processo que requer uma tomada de consciência. Sem ela, a tendência, assim como acontece com a maior parte da população, é permanecer em inconsciência por toda a vida.
As consequências de se permanecer em inconsciência é não ter a noção das interprisões à sua volta, as quais reduzem suas possibilidades de buscar conscientemente sua libertação, visando melhores oportunidades existenciais.
Dá-se assim o binômio interprisão x libertação. Essa deveria ser a base de entendimento de toda pessoa que se entenda libertária. Trata-se da uma base cognitiva existencial, uma unidade de ação para se viver e um sentido do que viver.
O ponto de partir é ser um agente de transformação pessoal. Transforme-se, liberte-se a si mesmo, para poder avançar e libertar seu entorno. Tudo começa internamente e avança, passo a passo, para si, para sua vida, para suas possibilidades e vai avançando para mais e mais.
A cada interprisão descoberta, conscientizada, mais um passo, mais uma tarefa libertária estará disponível a ser colocada em prática. Com isso, o binômio poderá ser colocado com prioridade na sua vida, com análises de curto, médio e longo prazo.
Quem faz isso liberta-se imediatamente da inconsciente, uma prisão mental que a todos atordoa, desde a infância. Poucos são aqueles que olham o mundo e entendem isso desde criança. Muitos passam até a velhice e, somente quando perto de sua partida final, compreendem a importância do Dharma na vida física.
