Contracultura: algo essencial à sua libertação mental

Quem só navega em mares conhecidos, dogmatizados e dominados por uma elite cultural hegemônica, não passa de um servo mental daquilo que já foi criado, é criado e será criado. Tal imposição coloca grande parte das mentes humanas em submissão e passividade intelectual. Como você pode quebrar isso, para o resto da sua vida?
A Contracultura é um movimento da década de 60 do século passado. Porém, ela existe até hoje e foi a responsável por todas as conquistas sociais e libertárias obtidas pelos povos ocidentais. Sem a contracultura, o modelo cultual hegemônico ainda estaria em voga e a diversidade estaria abafada.

Mas muito além do que um movimento, a contracultura é uma opção mental. Ela parte da rebeldia individual perante os dogmas dominantes. Trata-se de uma reação com vistas a autodeterminação mental. Como este movimento depende em muito da sua força e resiliência interior, você é o responsável último por sua liberdade de pensamento.

Detalhe: a contracultura é sempre alternativa, underground, contrária aos padrões dominantes. Neste sentido, se você é gado de ideologias de esquerda ou de direita, você é apenas mais um servo delas e não há espaço na sua personalidade para o rompimento desse padrão. 

Caso ouse divergir, irá logo perceber a censura, a reprimenda e até, o confronto direto envolvendo algum tipo de violência simbólica (ou até física). Quem diverge gera incomodo, coloca em xeque a liderança estabelecida e cria, no restante do rebanho, um exemplo de libertação a não ser tolerado.

A maturidade é uma sinal de que o indivíduo superou sua canga de grupo. Todavia, nos dias de hoje pode-se observar como pessoas maduras acabam por se tornar servos mentais de salvacionismos, crenças, populistas e outras formas de aparcar sua insegurança derivada da velhice.

De outro lado, no extremo adverso, personalidades paranoicas podem radicalizar-se tanto em suas posições antagônicas, a ponto de isolar-se totalmente do mundo e das outras pessoas. Isso também não é bom, pois sinaliza os erros neuróticos do radicalismo contracultural.
Não há como se romper totalmente com o modelo cultural estabelecido. A Contracultura não é uma antítese total ao modelo existente. Ela serve para permitir a criticidade, a liberdade e manifestação do pensamento em face das idiossincracias existentes em qualquer sociedade humana. 

Nesse sentido, ela traz a condição para a libertação mental necessária, a todos os que, dentro de uma mudança de atitude com razoabilidade emocional, em busca de novos caminhos cognitivos para além da servidão mental aos dogmas dominantes. Essa tomada de consciência é essencial na busca libertária perante o Matrix reinante.

Qual o nível de contracultura de sua personalidade x de sua submissão à hegemonia do que lhe culturalmente imposto?