"E daí?", "Ainda Bem" que somos Libertários

Talvez as frases manifestadas pelos líderes dos dois polos extremados da política no Brasil sirvam para demonstrar como tais políticos querem somente poder. Para eles, que a população se dane. Nesses atos falhos, como Freud dizia, as maiores verdades são ditas, emergem e trazem a verdade.
O bom de tudo isso é que estamos visualizando uma oportunidade rara de ampliar nossa consciência política, adquirir maturidade individual e abandonar a "canga" que nos prende aos populistas da vez. Não se trata de negar o espaço político da vida social, mas sim, de colocá-lo no lugar certo.

Populistas são um mal sinal em qualquer lugar. Eles representam polarizações, pois trabalham no incentivo à radicalização de seus seguidores. Esse tipo de interprisão é algo bem comum de se observar em países da América Latina. Tratamos com emoções o que deveríamos tratar com razão.

A razão não é o discurso vencedor, aquele que você acredita ser o correto e perante o qual um grupo segue e se filia, dentro de parâmetros, símbolos e regras morais. Isso se chama ideologia. Razão aqui é o seu discernimento, sua capacidade cognitiva e maturidade emocional para não entrar nessas interprisões.

Nesse sentido, ser libertário não é escolher uma outra ideologia. Trata-se sim, de uma opção pela liberdade individual em não se filiar a nada, não seguir ninguém, a não ser você mesmo. Libertários cooperação, convivem, interagem politicamente, mas nunca irão radicalizar, pois, para eles, não faz sentido abnegar-se de sua liberdade por uma "canga" ideológica.
Não há um líder a seguir, um partido a se filiar, uma ideologia a defender. Não há regras, parâmetros ou símbolos. Há apenas princípios: não-agredir, ser livre, tomar suas próprias decisões sobre sua vida, sem a interferência de ninguém. 

Buscar a libertação das interprisões é sua meta próxima. Colaborar para reduzir a "canga" do Estado sobre você e sobre os demais, a meta de longo prazo. Abolir o Estado, uma utopia. Algo para além de sua existência. Portanto, não se radicalize a tal ideia, sob pena de perder o foco de seu Dharma de vida.

Assista aqui nossa análise em vídeo: