Neuróticos radicais são apenas dois polos da mesma moeda. No quesito moral, ambos estão presos à defesa de suas ideologias, as quais querem impor pela força aos demais. Dizem respeitar as diferenças, porém, na prática, fazem exatamente o contrário. Isso ocorre porque é da natureza agressiva de toda personalidade radical, querer impor "suas certezas" aos demais, mesmo que o faça disfarçadamente, a princípio.
Não espere convencer um moralista do contrário. Ele já tem certeza de suas verdades e isto o faz, certamente, alguém que não tem um desconfiômetro de suas falhas, imperfeições e auto-ignorância. A pessoa só consegue avançar para fora do radicalismo quando começa a sentir os efeitos dos excessos de sua conduta ou quando, por algum lampejo de consciência, percebe que as coisas passaram dos limites.
Portanto, o desafio sempre é dobrado, a quem busca sair deste tipo de interprisão ideológica. Primeiro, há que se conseguir entender o equívoco, superar seu ego (orgulho e vaidade) ao demonstrar seu erro e, por fim, enfrentar a ira social dos seus antigos comparsas radicais. Por isso, sair dessas interprisões humanas é um desafio. Se você estiver nelas, quanto antes libertar-se, menor será o desforço para recompor seus erros passados.
O Moralismo é um erro em si. Ele é o radicalismo no uso de regras morais. Nesse sentido, não se trata de questionar a sua moral individual. Moral todos tem, salvo os psicopatas graves (amorais). Radicalismo moral seria então o contrário dos psicopatas, para aqueles que estão nos polos radicais na defesa de sua moralidade, sejam reacionários e revolucionários.
Já explicitados em artigo anterior, que reacionários não são conservadores. Agora cabe entender aqui que revolucionários também são moralistas, assim como sua antítese reacionária. O radicalismo moral dos revolucionários chama-se "politicamente correto". Trata-se de uma nova modalidade de seita moral, a qual busca impor aos demais suas regras morais revestidas de modernidade.
As incoerências de ambos, onde se pode verificar a sintomática do radicalismo, pode ser observada em testes de realidade, onde a coerência de ambos é colocada à prova no espelho.
Por exemplo, a primeira, na questão do aborto, enquanto um condena, o outro libera. Como pode se observar, abordo pode ser algo que moralmente você questione (a favor ou contra). Todavia, a sua realidade diz respeito muito mais ao dilema moral da mulher, quando numa situação fática, irá tomar uma decisão personalíssima, independente de isso ser proibido ou permitido, uma vez que somente a ela cabe deliberar sobre tal momento crítico de sua vida.
Outro ponto onde moralistas se esbarram e se enfrentam, está na questão das armas e das drogas, dois temas cuja restrição acabam por gerar um tipo de criminalidade que os retroalimenta. Enquanto revolucionários são a favor das drogas, mas contra as armas, o inverso é percebido nos reacionários. Mais uma vez, cabe somente à pessoa, em face do caso concreto, decidir-se por introduzir no seu organismo o entorpecente o que desejar, assim como, do outro lado, adquirir meios de defesa de sua vida, se necessário for. E ela o fará, independente de isto ser proibido ou permitido pela moral dominante.
Por exemplo, a primeira, na questão do aborto, enquanto um condena, o outro libera. Como pode se observar, abordo pode ser algo que moralmente você questione (a favor ou contra). Todavia, a sua realidade diz respeito muito mais ao dilema moral da mulher, quando numa situação fática, irá tomar uma decisão personalíssima, independente de isso ser proibido ou permitido, uma vez que somente a ela cabe deliberar sobre tal momento crítico de sua vida.
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| Armas e Drogas andam juntas em qualquer lugar do mundo... |
Outro ponto onde moralistas se esbarram e se enfrentam, está na questão das armas e das drogas, dois temas cuja restrição acabam por gerar um tipo de criminalidade que os retroalimenta. Enquanto revolucionários são a favor das drogas, mas contra as armas, o inverso é percebido nos reacionários. Mais uma vez, cabe somente à pessoa, em face do caso concreto, decidir-se por introduzir no seu organismo o entorpecente o que desejar, assim como, do outro lado, adquirir meios de defesa de sua vida, se necessário for. E ela o fará, independente de isto ser proibido ou permitido pela moral dominante.
Esses exemplos demonstram como tais personalidades não respeitam a liberdade dos demais, pois querem controlar a vida alheia, a partir de sua tábua de valores morais. Ao se reunirem em grupamentos políticos, o fazem num movimento voltado à violência simbólica, pois desejam, no fundo, o poder do Estado para impor-se a todos.
São espelhos do extremo, mas dificilmente perceberão suas incoerências latentes, pois suas fantasias radicais os impedem de observar o óbvio: suas posturas agressivas são apenas o reflexo maior de sua imoralidade perante a liberdade alheia.

