Vida Uterina: 2.ª interprisão ou paraíso freudiano

escrevemos aqui sobre a visão freudiana sobre a fase do desenvolvimento uterino humano. Para Freud, durante a vida uterina a pessoa desenvolve sua percepção de integralidade e unicidade, experiência a ser perdida com o nascimento, quando então, inconscientemente será motivado a buscar novamente tal condição por toda a sua vida. Porém, nem sempre é assim. Entenda mais a seguir.
Quando o filho é indesejado, rejeitado ou os pais não tem estabilidade emocional durante a gestação, tal influência emocional será diretamente sentida pelo feto durante o seu desenvolvimento neurológico. Isso irá impactar suas sensações de integralidade e unicidade deste período.

Dependendo do tipo de estresse emocional vivido pela mãe, as substâncias secretadas por esse desequilíbrio emocional no organismo serão assimiladas diretamente pelo feto. Outrossim, falhas alimentares, uso de drogas, algum acidente físico, poderão impactar diretamente do desenvolvimento do feto.

Tais situações irão transformar a gestão na segunda interprisão vivida pelo indivíduo, antes mesmo de suas possibilidades de expressar suas escolhas na futura vida. Assim como a questão do DNA, a responsabilidade por este breve momento de 9 meses tornar-se uma interprisão ou uma versão particular de paraíso é exclusiva dos pais.

Portanto, pais despreparados, aventuras sexuais, casais formados no afã de noites de aventura são o caminho para a ocorrência da interprisão futura de seus filhos. Idiotas dificilmente entenderão isso, porque tal informação não chega até seus cérebros de ameba, mas para você, que busca colocar o Libertarianismo na prática, em sua vida, esse é um dado importante na vida de quem virá.

Colocar alguém numa interprisão do DNA e, depois, de uma vida intra-uterina conturbada ou deficiente, significa interferir diretamente no desenvolvimento mental dessa futura pessoa. Ou seja, você estará vincado pelo resto da vida numa interprisão com ela, por ser pai ou mãe despreparados e, acrescido a isso, estará o agravante de ter interferido para pior em sua gestão, com reflexos no seu desenvolvimento fetal, a gerar consequências para toda essa sua existência.

Portanto, quem presa a liberdade não quer colocar mais ninguém numa interprisão conectada a si. Desse modo, há que fazer a profilaxia das gestações erradas, evitando-se antecipar algo que tem seu momento certo/a pessoa certa para acontecer.