Sonâmbulos, Consréus e Faróis. Leia a seguir para entender em quais deles você se enquadra e o que fazer para melhorar sua condição existencial atual.
Sonâmbulos ou sleepers, são cerca de 95% da população mundial. São pessoas que suas vidas de automatizada e inconsciente. Elas geralmente reproduzem os modelos sociais estabelecidos, sem grandes questionamentos, apenas mimetizando na vida aquilo que lhes é ensinado como tal.
Tais personalidades vivem suas interprisões sem qualquer noção de sua existência e, logo, sem qualquer noção de como ampliar seu grau de libertação existencial. Infelizmente, para a grande maioria, ainda o nível de acesso a tais ideias, apesar de estarem disponíveis no Inconsciente Coletivo humano, não lhes traz qualquer sentido ou sensibilização.
Os outros 5% restantes são formados majoritariamente por consréus. Tais personalidades são seres que podem ser divididos entre aqueles que mimetizam os padrões estabelecidos, como os sonâmbulos, e aqueles que não mais aceitam e começam a libertar-se dessa condição.
Dentre esses que não o aceitam, estão os que querem romper com a realidade estabelecida, geralmente de maneira revolucionária e com pulsionamento destrutivo, pois assim entendem estar colaborando para "um mundo melhor", sem se dar conta que somente mimetizam erros do passado, modelos históricos superados e que não cabem mais na atualidade.
Para esses tipos de consréus, as interprisões são ampliadas, uma vez que seu grau de responsabilização é maior do que o dos sonâmbulos. Como tais consréus já possuem algum tipo de discernimento e motivação para a mudança, a escolha do caminho errado a seguir faz parte de seus erros éticos, muitas vezes motivados por falhas perversas de suas personalidades, motivadas pelos três motivações mais assediadoras presentes no planeta: dinheiro, poder ou sexo.
Felizmente, um parte dessas consréus já consegue fazer um juízo discernido dessas motivações assediadoras e, ao invés de buscar orientar suas vidas por pulsões destrutivas, prefere voltar-se às pulsões de vida, dedicando-se às construções humanas edificadoras, as quais produzem resultados positivos e permitem um desenvolvimento libertário em face de suas interprisões vividas.
Sua ação humana é voltada à produção de inovações pacíficas, não-belicistas, discernida, a partir de uma abnegação pessoal, dedicada por seu desforço, pelo exemplo pessoal, geradora de resultados auferíveis ao melhor para além de si, do seu ego. Isso provoca novos karmas positivos libertários.
Por último, existem os faróis. São eles as fontes inspiradoras do melhor, a orientar e equilibrar o mundo. Apesar de serem a minoria das consciências viventes (até 1% da população mundial), sua presença é balizar e advém do acúmulo multiexistencial de desforços, abnegações e desapegos do ego.
Muitas vezes, os faróis vivem no anonimato. Seus arquétipos de Poseidon advém de seu discernimento de que, apesar do seu discernimento e papel, o livre arbítrio deve ser respeitado e que as aprendizagens decorrentes das escolhas humanas tem o seu motivo de ocorrerem, a seu tempo. Estariam livres os faróis? Talvez sim, talvez. Todavia, sua noção de produzir libertação e de se evitar qualquer interprisão faz parte de sua consciência existencial.
Quem é você nesse escala? Está mais para um sonâmbulo, uma consréu destrutiva, uma consréu em recomposição ou um farol? Se você está lendo este artigo, um farol não será, característica que também não cabe ao autor deste texto que o comunica com você.

