O conceito de servidão sempre existiu na história da humanidade. Porém, a atualidade ele foi aprimorado, em formas sutis de controle político, social ou econômico. Hoje, mesmo com todo o acesso à informação disponível, o analfabetismo funcional gera servos sem que se necessite impor-lhes sua canga à força. No país das bananas não poderia ser diferente. Os servos adoram seus senhores.
No país das bananas a servidão tem um nome, chama-se "Patrimonialismo". Ou seja, a máfia estatal é governada por pessoas que se acham "donos do poder". Tais seres ocupam os espaço de poder mais altos e, com isso, e em conluio, apropriam-se de grande parte das riquezas nacionais, em esquemas diretos de privilégios, ou indiretamente por meio da corrupção e interferência na economia do país em benefício próprio.
O mais interessante de tudo isso não é a existência do fenômeno, que já foi retratada há tempos, pelos maiores estudiosos do pais das bananas, mas sim a adesão dos nativos cordiais a sua ocorrência. Por ignorância, submissão, servem aos senhores e aceitam as migalhas que lhes são dadas em contrapartida.
Por isso banânia é um dos países mais violentos do mundo, não só em termos de violências diretas (crimes, trânsito, conflitos), mas também em termos de violências simbólicas, como a desigualdade, a imposição burrocrática estatal sobre as pessoas, a ponto de inviabilizar seu progresso existencial.
Mas os burros, quer dizer, os servos, adoram isso. São formatados como zumbis a seguirem as "regras ditadas pelos donos do poder". Não há saída nas suas mentes servis, a ponto de perceber como estão sendo sobrecarregados e vampirizados em suas pobres vidas.
O pior de tudo isso não é somente a ignorância ou a submissão voluntária, mas também, a cumplicidade com quem colaboram com os "medalhões, doutores e senhores do engenho" da atualidade. Há uma aceitação inata, algo como uma interprisão kármica, um dever de permanecer calmos e tranquilos nos currais da vida de gado. Basta uma simples eleição, e lá estarão a eleger seus senhores novamente.
Aconteça o que for, tais servos demonstrarão estar a serviço da Baratrosfera que os controla. Nesse sentido, não são vítimas, são cúmplices de seus senhores sociopatas, são parceiros do crime de lesa pátria. Portanto, merecem suas cangas e, com isso, não tem direito de reclamar pelo peso a ser carregado por sua adesão.